Ontem, duas pessoas morreram no terminal de aeroporto de Madrid. É isso que interessa.
O governo espanhol acusou a ETA. A mesma ETA que negociava com esse mesmo governo após um cessar-de-fogo. O modus operandis é, de facto, o da ETA: avisar antes de atacar. Mas é terrível a coincidência entre a morte de Saddam e o atentado. Nestes tempos de terrorismo, poderemos ser arrogantes e ter certezas?
Pedro
Domingo, Dezembro 31, 2006
Os presépios das igrejas de Coimbra revisitados
Aceitei o desafio da camarada Mariana para assistir a uma - para mim, desconhecida - visita aos presépios de Coimbra. Para ser honesto, impressiona-me a pobreza dos presépios das igrejas de Coimbra. Esperava um presépio barroco com madeiras seculares e acabamentos em ouro e óleos escuros. Algo digno do Museu Grão Vasco da minha Viseu. Ao invés, encontrei presépios simples, de barro pintado a aguarelas de cores vivas e vulgares, alguns mesmo com escassos anos. Não posso dizer que tenha ficado elucidado quanto ao destino dos contributos dos cristãos. Mas o grupo folcrólico sempre constituiu um interessante atractivo musical e fotográfico.
"A tradição da visita aos presépios perdeu-se com a extinção das ordens religiosas no século XIX, mas o GAAC e o Grupo Folclórico de Coimbra não a deixam cair no esquecimento (...) A ideia é mostrar «a importância da tradição na nossa sociedade», adianta Maria Ilda Carvalho, presidente do GAAC." in Diário de Coimbra
Pedro
"A tradição da visita aos presépios perdeu-se com a extinção das ordens religiosas no século XIX, mas o GAAC e o Grupo Folclórico de Coimbra não a deixam cair no esquecimento (...) A ideia é mostrar «a importância da tradição na nossa sociedade», adianta Maria Ilda Carvalho, presidente do GAAC." in Diário de Coimbra
Pedro
Sábado, Dezembro 30, 2006
Saddam foi executado
Esta noite, Saddam foi executado. Não se gosta de Saddam, muito menos do que ele fez. E é mesmo certo que era um enorme risco tê-lo vivo. Afinal, com um Iraque cada vez mais violento, não terão morrido nestes dois anos mais pessoas que nos dois primeiros anos de Saddam?, e não está o Iraque mais perigoso para o mundo? Muitos hesitavam mesmo em classificar de impossível um regresso ao poder de Saddam. Era um risco. Mas essa realpolitik não fica bem num cabeçalho de jornal. De facto, fica bem chamar-lhe monstro e recordar as atrocidades que cometeu - mas, note-se, é recomendável esquecer que até à década de 90, ele foi um dos aliados de Washington no Médio Oriente. Como de um monstro se tratava, abateram-no. E se não pensarmos muito no assunto, até faz sentido.
Só não faz sentido, quando apesar de não gostarmos de Saddam, apesar de nuns primeiros momentos não nos sentirmos incomodados, percebemos que quando se marca a nossa morte para um prazo de trinta dias - a qualquer momento, a qualquer hora, por qualquer vontade - já não pertencemos a nós próprios. E não há dignidade ou compaixão na asfixia da forca. É isso que nos faz diferentes: regemo-nos por padrões mais altos que os de Saddam. Era essa a lição que o mundo tinha para ensinar ao Iraque. No fim, já não me parece lógico ler "Saddam executado".
"O ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein, foi hoje enforcado em Bagdad, às 06h00 locais (03h00 em Lisboa). O Presidente norte-americano, George W. Bush, já fez saber que a execução do ex-Presidente iraquiano é um "marco importante" para a democracia no país." in Público
Pedro
Só não faz sentido, quando apesar de não gostarmos de Saddam, apesar de nuns primeiros momentos não nos sentirmos incomodados, percebemos que quando se marca a nossa morte para um prazo de trinta dias - a qualquer momento, a qualquer hora, por qualquer vontade - já não pertencemos a nós próprios. E não há dignidade ou compaixão na asfixia da forca. É isso que nos faz diferentes: regemo-nos por padrões mais altos que os de Saddam. Era essa a lição que o mundo tinha para ensinar ao Iraque. No fim, já não me parece lógico ler "Saddam executado".
"O ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein, foi hoje enforcado em Bagdad, às 06h00 locais (03h00 em Lisboa). O Presidente norte-americano, George W. Bush, já fez saber que a execução do ex-Presidente iraquiano é um "marco importante" para a democracia no país." in Público
Pedro
Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
Private Post
Este vídeo dá-me razão: o Poupas português era laranja. E se houver dúvidas se eu não o dobrei, reparem na calçada portuguesa. Penso que o nosso velho diferendo está resolvido!
Pedro
Pedro
"E é aqui, à frente de todos..."
"... Matilde, eu quero-te pedir desculpas pelo que te fiz..."
Sim, a estreia do You Tube neste blogue não poderia deixar de ser com os magoados e rançosos Morangos com Açúcar:
Pedro
Sim, a estreia do You Tube neste blogue não poderia deixar de ser com os magoados e rançosos Morangos com Açúcar:
Pedro
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
Ainda há pastores?
Passou ontem um documentário tocante - Ainda Há Pastores? - sobre os pastores que, contra os tempos da urbe, exercem ainda essa secular tradição nas encostas da nossa Serra da Estrela. A equipa lançou também um blogue para nos fazer chegar as novidades:
http://aindahapastores.blogspot.com/
Recomenda-se!
Pedro
http://aindahapastores.blogspot.com/
Recomenda-se!
Pedro
Sábado, Dezembro 23, 2006
Bom Natal
O que escreve Miguel Sousa Tavares esta semana...
Eu também partilho com o Miguel Sousa Tavares uma admiração pela genialidade de José António Saraiva:
"José António Saraiva, que foi director do Expresso durante vinte e dois anos, acaba de publicar o segundo volume das suas ‘Confissões’. (...) Lendo-o, a dúvida que me assalta é se, de facto, tudo o que aconteceu em Portugal nas últimas décadas fora já genialmente previsto pelo arqº Saraiva ou se tudo o que aconteceu, aconteceu apenas para vir de encontro às suas geniais previsões: por outras palavras, se ele consegue ler o futuro ou se consegue mesmo determinar o futuro. Sem dúvida que não se pode deixar de admirar a confiança de quem declarou em tempos que o seu próximo romance seria um «best-seller» mundial e o seguinte iria valer-lhe o Nobel da Literatura. (...)", Miguel Sousa Tavares in Expresso
Mas o melhor guarda-se para o fim:
"As suas memórias sobre a política, o balanço das suas duas décadas de observação da política portuguesa, são apenas um exaustivo registo sobre os incontáveis almoços e jantares que teve com todos os políticos que foram passando por aí. (...) Convidado para almoçar em S. Bento, Saraiva não gostou da entrada de espargos e salmão fumado e conseguiu que o primeiro-ministro Guterres mandasse fazer uns ovos mexidos para ele. E acha que o episódio é importante para demonstrar a importância que se atribui na história da política portuguesa dos últimos anos.", Miguel Sousa Tavares in Expresso
Pedro
"José António Saraiva, que foi director do Expresso durante vinte e dois anos, acaba de publicar o segundo volume das suas ‘Confissões’. (...) Lendo-o, a dúvida que me assalta é se, de facto, tudo o que aconteceu em Portugal nas últimas décadas fora já genialmente previsto pelo arqº Saraiva ou se tudo o que aconteceu, aconteceu apenas para vir de encontro às suas geniais previsões: por outras palavras, se ele consegue ler o futuro ou se consegue mesmo determinar o futuro. Sem dúvida que não se pode deixar de admirar a confiança de quem declarou em tempos que o seu próximo romance seria um «best-seller» mundial e o seguinte iria valer-lhe o Nobel da Literatura. (...)", Miguel Sousa Tavares in Expresso
Mas o melhor guarda-se para o fim:
"As suas memórias sobre a política, o balanço das suas duas décadas de observação da política portuguesa, são apenas um exaustivo registo sobre os incontáveis almoços e jantares que teve com todos os políticos que foram passando por aí. (...) Convidado para almoçar em S. Bento, Saraiva não gostou da entrada de espargos e salmão fumado e conseguiu que o primeiro-ministro Guterres mandasse fazer uns ovos mexidos para ele. E acha que o episódio é importante para demonstrar a importância que se atribui na história da política portuguesa dos últimos anos.", Miguel Sousa Tavares in Expresso
Pedro
"k menino jesus pnha no spatnho td o k + desejrm"
Muito perspicaz, Miguel:
"SÓ recentemente percebi que é feio telefonar às pessoas que nos enviam SMS. Apanhamo-las desprevenidas: não querem falar connosco.", Miguel Esteves Cardoso in Expresso
O MEC deixou mesmo a droga?
Pedro
"SÓ recentemente percebi que é feio telefonar às pessoas que nos enviam SMS. Apanhamo-las desprevenidas: não querem falar connosco.", Miguel Esteves Cardoso in Expresso
O MEC deixou mesmo a droga?
Pedro
Um feroz e natalício ataque a Joe Berardo
Bacon, Warhol, Picasso, Magritte, bem como Rego e Dalí. Esta é a colecção de arte moderna de Joe Berardo (ver site oficial). Este pequeno sumário impressiona numa primeira leitura. Contudo, o que pensará o leitor confrontado com o facto que das obras destes cinco artistas quase nenhuma é uma referência internacional de primeira linha? Ou que esta breve listagem esgota por quase completo o lote de nomes sonantes que integram o espólio de Berardo? Provavelmente, será mais prudente em afirmar que a colecção Berardo iria fazer do Centro Cultural de Belém o Pompidou lisboeta.
Parece-me que mais que um nome são algumas obras desse nome que são famosas. Por exemplo, ter uma serigrafia de Marilyn Monroe que Andy Warhol executava por cinco mil euros e nas cores da nossa sala não é seguramente o mesmo que possuir a Face da Guerra de Salvador Dalí.
Na verdade, a colecção de Joe Berardo tem boas obras, obras de efectivo e reconhecido valor arístico. Agora, tal percentagem é mínima comparativamente à totalidade espólio. Berardo carece pois de um elemento essencial numa boa colecção de arte: várias obras âncora. Por isso, não acredito que Berardo aceitasse a proposta do governo francês para receber a sua colecção. A sua colecção perdia-se e esquecia-se entre os espólios do Louvre, Orsay e Pompidou. E isso não pode ser. Berardo tem fome de reconhecimento intemporal.
Como referiu Miguel Sousa Tavares, face à qualidade da colecção de Joe Berardo é justo questionarmo-nos se devemos hipotecar por vários anos a maior parte da área de exposições do Centro Cultural de Belém para a sua exposição permanente. Afinal, não se trata de aproveitar o espectacular e pouco rentibilizado edifício do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações. Trata-se, isso sim, de ocupar um edifício que já tinha a sua própria dinâmica, conjunto de exposições e identidade cultural. Na prática, a colecção Berardo não dá a Lisboa um novo espaço cultural, mas antes culmina numa troca que, a mim, como a outros, parece pouco vantajosa.
Mas o aspecto mais preocupante será a hipótese de, em 2016, o Estado português poder exercer uma opção de compra sobre a colecção pelo valor da leiloeira Christie's, isto é, uns módicos 316 milhões de euros. Não me parece que a colecção traga contrapartidas proporcionais a um tão volumoso investimento. Esta verba, a título de exemplo, poderia financiar a construção de dois Centro Cultural de Belém ou de três Casa da Música. Mais: o próprio orçamento anual do Ministério da Cultura não supera os 250 milhões de euros. Eu nunca defendi ou gostei de uma cultura para uma minoria. Com que ganham mais os portugueses?, uma aposta única o um conjunto de projectos diversificados e geograficamente distribuídos que fomentem a cultura e o turismo cultural?
Pedro
Parece-me que mais que um nome são algumas obras desse nome que são famosas. Por exemplo, ter uma serigrafia de Marilyn Monroe que Andy Warhol executava por cinco mil euros e nas cores da nossa sala não é seguramente o mesmo que possuir a Face da Guerra de Salvador Dalí.
Na verdade, a colecção de Joe Berardo tem boas obras, obras de efectivo e reconhecido valor arístico. Agora, tal percentagem é mínima comparativamente à totalidade espólio. Berardo carece pois de um elemento essencial numa boa colecção de arte: várias obras âncora. Por isso, não acredito que Berardo aceitasse a proposta do governo francês para receber a sua colecção. A sua colecção perdia-se e esquecia-se entre os espólios do Louvre, Orsay e Pompidou. E isso não pode ser. Berardo tem fome de reconhecimento intemporal.
Como referiu Miguel Sousa Tavares, face à qualidade da colecção de Joe Berardo é justo questionarmo-nos se devemos hipotecar por vários anos a maior parte da área de exposições do Centro Cultural de Belém para a sua exposição permanente. Afinal, não se trata de aproveitar o espectacular e pouco rentibilizado edifício do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações. Trata-se, isso sim, de ocupar um edifício que já tinha a sua própria dinâmica, conjunto de exposições e identidade cultural. Na prática, a colecção Berardo não dá a Lisboa um novo espaço cultural, mas antes culmina numa troca que, a mim, como a outros, parece pouco vantajosa.
Mas o aspecto mais preocupante será a hipótese de, em 2016, o Estado português poder exercer uma opção de compra sobre a colecção pelo valor da leiloeira Christie's, isto é, uns módicos 316 milhões de euros. Não me parece que a colecção traga contrapartidas proporcionais a um tão volumoso investimento. Esta verba, a título de exemplo, poderia financiar a construção de dois Centro Cultural de Belém ou de três Casa da Música. Mais: o próprio orçamento anual do Ministério da Cultura não supera os 250 milhões de euros. Eu nunca defendi ou gostei de uma cultura para uma minoria. Com que ganham mais os portugueses?, uma aposta única o um conjunto de projectos diversificados e geograficamente distribuídos que fomentem a cultura e o turismo cultural?
Pedro
Domingo, Dezembro 17, 2006
Delírio visual
Uma objectiva robusta, de qualidade e, sobretudo, barata. Fabricação russa, naturalmente. A União Soviética pode ter terminado, mas deixou um conjunto considerável de marcas de material fotográfico de grande qualidade - Peleng, Zenit, Zenitar, entre outras. E a globalização tornou-as ainda mais acessíveis e conhecidas (ver loja). Uma síntese de tudo o que disse é a objectiva fisheye MC Peleng de 8mm e abertura f/3.5. Um delicioso delírio visual.
Pedro
Pedro
Pequeno Conto
O telemóvel vibrou inesperadamente no bolso das calças de ganga. Indiferente, ele puxou-o com aquela mão rude, num gesto boçal, e num segundo observou o número e voltou a guardar o telemóvel. Não atendeu. Não recusou a chamada. Apenas observou aquele número. Nove dígitos. Um número local. Um número desconhecido. Ele já conhecia o sinal. Uma chamada desconhecida de um número com uma dada terminação e que – importante - não deveria atender. Ele tinha que ir aquele apartamento, obtendo a chave do fundo de um vaso como quem vai ver uma amante – a imagem de uma empregada que vai limpar a casa parecia-lhe, embora mais comum, muito menos sedutora. Lá estava novamente aquele senhor. Sem gravata e fato ou bebidas e charutos. Vestia umas simples calças beges e um casaco impermeável não trazia qualquer pasta com documentação. Não tinha a voz solene de um padre que atribuiria a máxima dignidade à ordem mais absurda. A sua voz era uma voz rasca. Disse-lhe o que tinha a fazer. Curto e seco. Sem muitos detalhes. Ele que improvisasse. Não teria uma suite num hotel estrangeiro com um bar guarnecido de vodka, gelo e rodelas de limão fresco, levemente ácido. A sua missão era naquela mesma cidade, uma capital europeia anónima e vastamente povoada. Ele não tinha que levar uma arma, apontar e disparar. Tinha apenas que observar e registar. Sem papel e caneta. O único pormenor que aquele figura já familiar adiantou. Depois regressava ali, colhendo novamente a chave como se fosse um amante insatisfeito, e reportava o que vira. Seguidamente, saía do apartamento como um predador satisfeito e voltava a esperar por um telefonema. Então, ainda acha sedutor?
Pedro
Pedro
A dúvida que se impõe
Seria interessante saber, a esta altura, a orientação de voto dos portugueses em relação ao referendo da IVG? Ou talvez questiona-los que opinião têm sobre as últimas políticas governamentais? Ou até sobre o resultado do último jogo do Benfica? Para o jornal Público, não, pois esta parece ser a dúvida que se impõe:

Mariana

Mariana
Adolescentes usam mais o preservativo e fumam menos
Há menos fumadores diários entre os adolescentes portugueses - "parece que já não é tão trendy fumar". São mais os que usam preservativo, mas "não aumentou o número dos que nestas idades iniciam a sua vida sexual". As saídas nocturnas parecem ser menos frequentes e o consumo regular de álcool estabilizou de há quatro anos para cá. Contudo, o pequeno grupo dos que relatam várias bebedeiras tem vindo a engrossar.
São, portanto, boas notícias! E, comparando estes números com os de 2002, notam-se já significativas melhorias, dado que é um período bastante curto. Mais, aqui.
Mariana
in Público
São, portanto, boas notícias! E, comparando estes números com os de 2002, notam-se já significativas melhorias, dado que é um período bastante curto. Mais, aqui.
Mariana
Sábado, Dezembro 16, 2006
O que me estava a apetecer...
As loucas ideias de Miguel Sousa Tavares
Então, Miguel, acha que é suposto a prevenção prevenir alguma coisa?
"Se a nossa prevenção rodoviária quisesse tirar das estradas os assassinos, bastar-lhe-ia fazer uma coisa muito simples: organizar o cadastro dos condutores não pelas infracções, mas pela sinistralidade. Porque uma pessoa pode ter sido apanhada vinte vezes em excesso de velocidade e nunca ter causado um acidente; e, inversamente, pode nunca ter excedido os limites de velocidade, não ter causado infracção alguma ao Código da Estrada, e ter morto pessoas ao volante.", Miguel Sousa Tavares in Expresso
Pedro
"Se a nossa prevenção rodoviária quisesse tirar das estradas os assassinos, bastar-lhe-ia fazer uma coisa muito simples: organizar o cadastro dos condutores não pelas infracções, mas pela sinistralidade. Porque uma pessoa pode ter sido apanhada vinte vezes em excesso de velocidade e nunca ter causado um acidente; e, inversamente, pode nunca ter excedido os limites de velocidade, não ter causado infracção alguma ao Código da Estrada, e ter morto pessoas ao volante.", Miguel Sousa Tavares in Expresso
Pedro
Carolina Salgado e Filomena Mónica
Comecemos pelo destaque que Clara Ferreira Alves dá a este trecho da obra de Carolina Salgado:
Um desses atrevidos convidou-me, vezes sem conta, para jantar, para me encontrar com ele fora do bar. Tanto insistiu que eu acabei por lhe dizer que me telefonasse para combinarmos o local. Telefonou-me logo no dia seguinte e perguntou-me em que restaurante queria jantar. E eu, já de cócoras por não aguentar o riso, respondi: «Vamos jantar ao Regalo de Boi». Desconhecendo o nome do restaurante, quis saber onde ficava e eu, com toda a desfaçatez, respondi: «Não sabe? Fica no cu da vaca!»
Carolina Salgado, sobre a sua vida «de alterne»
E acabemos a lembrar a comparação - justa, parece-me - que Fernanda Câncio faz entre Carolina Salgado e Filomena Mônica. De facto, Carolina Salgado só não é lida com total naturalidade nas esplanadas do Estoril porque, ao contrário de Maria Filomena Mónica, a sua mórbida e publicitada sexualidade não é feita sob a benção de um doutoramento em ciências humanas. Carolina Salgada é uma porca - não, não o vou desmentir - enquanto que Filomena Mónica é uma respeitável professora universitária que na sua juventude - oh! a juventude das experiências e descobertas, da revolta e do inconformismo! - teve uma vivência sexual diferente, inovadora, até mesmo libertadora...
Pedro
Um desses atrevidos convidou-me, vezes sem conta, para jantar, para me encontrar com ele fora do bar. Tanto insistiu que eu acabei por lhe dizer que me telefonasse para combinarmos o local. Telefonou-me logo no dia seguinte e perguntou-me em que restaurante queria jantar. E eu, já de cócoras por não aguentar o riso, respondi: «Vamos jantar ao Regalo de Boi». Desconhecendo o nome do restaurante, quis saber onde ficava e eu, com toda a desfaçatez, respondi: «Não sabe? Fica no cu da vaca!»
Carolina Salgado, sobre a sua vida «de alterne»
E acabemos a lembrar a comparação - justa, parece-me - que Fernanda Câncio faz entre Carolina Salgado e Filomena Mônica. De facto, Carolina Salgado só não é lida com total naturalidade nas esplanadas do Estoril porque, ao contrário de Maria Filomena Mónica, a sua mórbida e publicitada sexualidade não é feita sob a benção de um doutoramento em ciências humanas. Carolina Salgada é uma porca - não, não o vou desmentir - enquanto que Filomena Mónica é uma respeitável professora universitária que na sua juventude - oh! a juventude das experiências e descobertas, da revolta e do inconformismo! - teve uma vivência sexual diferente, inovadora, até mesmo libertadora...
Pedro
Síntese de poder
Quase o consegui. Uma vez em Aveiro - amaldiçoo, pois, o maldito o rapaz que, guloso, ocupou um lugar junto com um gigantesco pacote de pipocas. A outra com a camarada Mariana em que nos preparávamos para ter uma sala do (defunto, enterrado, falecido e quase cremado) Avenida por nossa conta, quando entra um casal de velhotas (sorridentes, cúmplices, divertidas) e ocupa os respectivos lugares. Portanto nunca senti aquela síntese de poder que é ter uma sala de cinema só para mim.
"Há quem diga que estar no Governo é experimentar o poder. Eu sou mais prosaico - a maior sensação de 'poder' é estar sozinho no cinema e agir como se a sala fosse 'nossa'.", Paulo Portas in Tabu
Pedro
"Há quem diga que estar no Governo é experimentar o poder. Eu sou mais prosaico - a maior sensação de 'poder' é estar sozinho no cinema e agir como se a sala fosse 'nossa'.", Paulo Portas in Tabu
Pedro
Domingo, Dezembro 10, 2006
Pinochet morreu
Pinochet morreu. Após duas décadas de ditadura. Após mais de três mil mortos. Após a tortura de dezenas de milhar, a censura e a repressão que o seu regime produziu. Após um golpe violento que pôs fim ao projecto democrático de Salvador Allende. Mesmo após tudo isso, Pinochet, uma figura hitleriana, manteve-se sempre presente na sociedade chilena. Se em 1988 foi derrotado num plebiscito que rejeitou o prolongamento da sua presidência, Pinochet manteve, porém, o controlo das Forças Armadas até 1998, bem como um cargo de senador vitalício. A sua sobrevivência ao regime foi seguramente uma das principais causas para que o Chile não tenha feito ainda o luto por esta ditadura.
Tarda assim a catarse do Chile. De facto, dificilmente se poderá falar num Chile plenamente democratizado. Por exemplo, a influência das forças armadas na sociedade ainda é assinalável – os ganhos da exploração das reservas nacionais de cobre estão atribuídos aos gastos militares e a modernização das forças militares chilenas é, para vários analistas, a mais ambiciosa da América Latina -, sendo que não é de estranhar que Michelle Bachelet, a presidente chilena, tenha sido anteriormente a tutelar da pasta da Defesa.
Chile, o que vais ser depois de Pinochet?
Pedro
Tarda assim a catarse do Chile. De facto, dificilmente se poderá falar num Chile plenamente democratizado. Por exemplo, a influência das forças armadas na sociedade ainda é assinalável – os ganhos da exploração das reservas nacionais de cobre estão atribuídos aos gastos militares e a modernização das forças militares chilenas é, para vários analistas, a mais ambiciosa da América Latina -, sendo que não é de estranhar que Michelle Bachelet, a presidente chilena, tenha sido anteriormente a tutelar da pasta da Defesa.
Chile, o que vais ser depois de Pinochet?
Pedro
A frase da semana
O socialismo é social-democrata. Menos em Portugal. Em Portugal roubaram-nos o direito de usar a palavra democrata.
"A URSS não era um modelo. E não podia haver socialismo sem liberdade.", Manuel Alegre
Pedro
"A URSS não era um modelo. E não podia haver socialismo sem liberdade.", Manuel Alegre
Pedro
Uma vergonha
Esperava muita coisa dos chamados movimentos "pró-vida", mas não isto. Enoja-me. É esse o termo. Deixar falar pessoas que têm claramente problemas mentais (veja-se, por exemplo, a total falta de comoção com situações extremas ou um discurso algum alucinado) é, no mínimo, irresponsável:
"O que pensa hoje do movimento pro-choice?
Acho obviamente que eles estão errados. Não gosto deles mas rezo por eles. Rezo para que eles vejam a luz tal como eu vi. [baptizou-se em 1995]
Actualmente admite um aborto em casos extremos, tais como uma violação ou deficiência?
Lá porque uma mulher é violada, isso não faz da criança menos criança.
Nunca se sentiu usada?
Pelo movimento pró-aborto, sim. Desde que estou no reino, e sou cristã... Deus não usa as pessoas, Deus educa as pessoas." , Norma McCorvey, activista pró-aborto convertida aos movimentos anti-aborto in Público
Com argumentos como este do lado do não, temos dúvidas que o sim é a resposta das pessoas razoáveis?
Pedro
"O que pensa hoje do movimento pro-choice?
Acho obviamente que eles estão errados. Não gosto deles mas rezo por eles. Rezo para que eles vejam a luz tal como eu vi. [baptizou-se em 1995]
Actualmente admite um aborto em casos extremos, tais como uma violação ou deficiência?
Lá porque uma mulher é violada, isso não faz da criança menos criança.
Nunca se sentiu usada?
Pelo movimento pró-aborto, sim. Desde que estou no reino, e sou cristã... Deus não usa as pessoas, Deus educa as pessoas." , Norma McCorvey, activista pró-aborto convertida aos movimentos anti-aborto in Público
Com argumentos como este do lado do não, temos dúvidas que o sim é a resposta das pessoas razoáveis?
Pedro
Domingo, Dezembro 03, 2006
Raúl Castro
Excertos do discurso de Raúl Castro, uma figura que só agora começamos a conhecer:
"[sobre a Guerra no Iraque] (...) El pueblo norteamericano, al igual que hizo en Vietnam, pondrá fin a estas guerras injustas y criminales. Esperamos que las
autoridades de los Estados Unidos aprendan la lección de que la guerra no es la solución a los crecientes problemas del planeta (...) el poder basado en la intimidación y el terror no pasará nunca de ser una ilusión efímera y sus terribles consecuencias para los pueblos, incluyendo el norteamericano, están a la vista.
Estamos convencidos de que la salida a los acuciantes conflictos que enfrenta la Humanidad no está en las guerras, sino en las soluciones políticas. Sirva la oportunidad para nuevamente declarar nuestra disposición de resolver en la mesa de negociaciones el prolongado diferendo entre Estados Unidos y Cuba, claro está, siempre que acepten, como ya dijimos en otra ocasión, nuestra condición de país que no tolera sombras a su independencia y sobre la base de los principios de igualdad, reciprocidad, no injerencia y respeto mutuo.
(...) proseguiremos consolidando la invulnerabilidad militar de la nación sobre la base de la concepción estratégica de la Guerra de Todo el Pueblo, cuya planificación e introducción iniciamos hace 25 años. Este tipo de guerra popular, como ya se ha demostrado de modo reiterado en la historia contemporánea, es sencillamente imbatible.
Continuaremos elevando la preparación y cohesión combativa de las tropas regulares (...) para elevar sus cualidades combativas y hacerlas corresponder con el empleo previsto en caso de una agresión.
(...)
¡Viva Cuba libre!"
Há ambiguidades inquestionáveis neste discurso. Será que Raúl oferece a paz ou defende a velha norma romana se vis pacem para bellum(se queres a paz, prepara a guerra)? A resposta é crucial. Fidel já não volta.
Pedro
"[sobre a Guerra no Iraque] (...) El pueblo norteamericano, al igual que hizo en Vietnam, pondrá fin a estas guerras injustas y criminales. Esperamos que las
autoridades de los Estados Unidos aprendan la lección de que la guerra no es la solución a los crecientes problemas del planeta (...) el poder basado en la intimidación y el terror no pasará nunca de ser una ilusión efímera y sus terribles consecuencias para los pueblos, incluyendo el norteamericano, están a la vista.Estamos convencidos de que la salida a los acuciantes conflictos que enfrenta la Humanidad no está en las guerras, sino en las soluciones políticas. Sirva la oportunidad para nuevamente declarar nuestra disposición de resolver en la mesa de negociaciones el prolongado diferendo entre Estados Unidos y Cuba, claro está, siempre que acepten, como ya dijimos en otra ocasión, nuestra condición de país que no tolera sombras a su independencia y sobre la base de los principios de igualdad, reciprocidad, no injerencia y respeto mutuo.
(...) proseguiremos consolidando la invulnerabilidad militar de la nación sobre la base de la concepción estratégica de la Guerra de Todo el Pueblo, cuya planificación e introducción iniciamos hace 25 años. Este tipo de guerra popular, como ya se ha demostrado de modo reiterado en la historia contemporánea, es sencillamente imbatible.
Continuaremos elevando la preparación y cohesión combativa de las tropas regulares (...) para elevar sus cualidades combativas y hacerlas corresponder con el empleo previsto en caso de una agresión.
(...)
¡Viva Cuba libre!"
Há ambiguidades inquestionáveis neste discurso. Será que Raúl oferece a paz ou defende a velha norma romana se vis pacem para bellum(se queres a paz, prepara a guerra)? A resposta é crucial. Fidel já não volta.
Pedro
"El imperialismo jamas podra ablastar a Cuba"

Ontem, dia 2 de Dezembro, La Havana encheu-se de multidões para festejar o 50º aniversário da revolução cubana. Há meio século o iate Granna - que se desfilou ontem pelas ruas - chegava a Cuba transportando os revolucionários de Fidel. Um pretexto para Cuba flectir o seu músculo militar. Mais impressionante que a mobilização popular e humana - previsível - é a capacidade de regeneração material do exército cubano que fez desfilar um número considerável e representativo dos seus equipamentos. Para quem conhece as dificuldades logísticas da sustentação de tais forças e os custos associados, não deixa de ser uma imagem inesperada, mesmo chocante.
Fidel não estava lá. E, provavelmente, o socialismo também não.
Alguns textos e fotos:
http://www.granma.cubaweb.cu/
http://www.elhabanero.cubaweb.cu/2006/diciembre/galeriadesfile/galeria.html
Pedro
Sábado, Dezembro 02, 2006
You Only Live Twice (1967)
O filme You Only Live Twice é seguramente o meu preferido da série da personagem de Ian Fleming (embora haja outros casos, como The Spy Who Loved Me ou o realista From Russia With Love). É um filme que hoje nos parece datado e, em alguns momentos, ridículo, irreal. De resto, os filmes de James Bond são filmes, como diz Paulo Portas, que "divertem, descansam e
desvaneiam, tudo por cinco euros". Não podemos esperar um exercício de lógica ou uma história profunda e filosófica num filme de James Bond. Mas podemos esperar divertir-nos.
Eventualmente, Sean Connery não era o actor que Ian Fleming via para encarnar o seu James Bond – David Niven estaria melhor, com a característica cicatriz do masculino personagem -, mas ele deu a James Bond toda a identidade e singularidade que sustenta o personagem há mais de quatro décadas. E, na verdade, os filmes de James Bond pouco devem aos livros de Fleming (por exemplo, The Spy Who Loved Me apenas recupera, por exigência do autor, o título do livro).
Regressando a You Only Live Twice, há que destacar o tema principal de Nancy Sinatra, talvez um dos melhores da série (destaco ainda o genérico da série e o tema de On Her Magesty Secret Service). Como principal atractivo, temos o cumprimento de uma revelação adiada: é nos mostrado rosto da principal figura da SPECTRE, organização criminosa de carácter internacional que rentabiliza o clima de tensão entre os EUA e a URSS. O britânico Donald Pleasence empresta, com a sua mítica cicatriz e calvinice, todo o impacto dramático e icónico que a personagem exigia. Esta revalação concretiza até as mais exigentes expectativas. Caso o destino não tivesse levado ao afastamento Jan Werich, ao vermos Ernst Stavro Blofeld não sentiríamos senão desilusão. Donald Pleasence não desilude, antes marca. Daí que todos os que se lhe seguem sejam uma desilusão.
Mas You Only Live Twice tem também um excelente contra-ponto em Sean Connery que aqui contrói, uma vez mais, um Bond totalmente adequado, com alguns traços de humor subtil e com uma rudeza gentil. É um bom simpático - o que liga bem com um mau antipático.
O ambiente do Japão faz tudo o resto e permite até que o filme escape à incongruência que é um covil numa cratera de um vulcão inactivo ou um engenho espacial que engole (literalmente) cápsulas espaciais dos EUA e URSS numa plano de uma potência asiática desconhecida para provar uma guerra entre estas duas super-portências.
O personagem de Ian Fleming sobrevive a qualquer incoerência ou lacuna no guião. Se uma criança o vê , gera-se mais um fã fiel, num condicionamento que não envergonharia Pavlov. No entanto, eu não sinto qualquer pressa extinção de condicionada...
Pedro
desvaneiam, tudo por cinco euros". Não podemos esperar um exercício de lógica ou uma história profunda e filosófica num filme de James Bond. Mas podemos esperar divertir-nos. Eventualmente, Sean Connery não era o actor que Ian Fleming via para encarnar o seu James Bond – David Niven estaria melhor, com a característica cicatriz do masculino personagem -, mas ele deu a James Bond toda a identidade e singularidade que sustenta o personagem há mais de quatro décadas. E, na verdade, os filmes de James Bond pouco devem aos livros de Fleming (por exemplo, The Spy Who Loved Me apenas recupera, por exigência do autor, o título do livro).
Regressando a You Only Live Twice, há que destacar o tema principal de Nancy Sinatra, talvez um dos melhores da série (destaco ainda o genérico da série e o tema de On Her Magesty Secret Service). Como principal atractivo, temos o cumprimento de uma revelação adiada: é nos mostrado rosto da principal figura da SPECTRE, organização criminosa de carácter internacional que rentabiliza o clima de tensão entre os EUA e a URSS. O britânico Donald Pleasence empresta, com a sua mítica cicatriz e calvinice, todo o impacto dramático e icónico que a personagem exigia. Esta revalação concretiza até as mais exigentes expectativas. Caso o destino não tivesse levado ao afastamento Jan Werich, ao vermos Ernst Stavro Blofeld não sentiríamos senão desilusão. Donald Pleasence não desilude, antes marca. Daí que todos os que se lhe seguem sejam uma desilusão.
Mas You Only Live Twice tem também um excelente contra-ponto em Sean Connery que aqui contrói, uma vez mais, um Bond totalmente adequado, com alguns traços de humor subtil e com uma rudeza gentil. É um bom simpático - o que liga bem com um mau antipático.
O ambiente do Japão faz tudo o resto e permite até que o filme escape à incongruência que é um covil numa cratera de um vulcão inactivo ou um engenho espacial que engole (literalmente) cápsulas espaciais dos EUA e URSS numa plano de uma potência asiática desconhecida para provar uma guerra entre estas duas super-portências.
O personagem de Ian Fleming sobrevive a qualquer incoerência ou lacuna no guião. Se uma criança o vê , gera-se mais um fã fiel, num condicionamento que não envergonharia Pavlov. No entanto, eu não sinto qualquer pressa extinção de condicionada...
Pedro
Senhores e senhoras, a Esquerda Moderna!...
Aqui se vê a qualidade dos nossos políticos:
"Há uns tempos, o Gato Fedorento mandou um jornalista ao congresso do Partido Socialista entrevistar pessoas: ""Há uma grande divisão no PS, Manuel Alegre disse que os croquetes do congresso passado eram muito mais frescos e via-se que eram caseiros...", começou a dizer. E as pessoas começaram a responder: "Isso são assuntos do foro interno do partido" ou "discordo totalmente dessa afirmação"". Ninguém disse: "Oiça, isso é ridículo""." in Y (Revista do Público)
Pedro
"Há uns tempos, o Gato Fedorento mandou um jornalista ao congresso do Partido Socialista entrevistar pessoas: ""Há uma grande divisão no PS, Manuel Alegre disse que os croquetes do congresso passado eram muito mais frescos e via-se que eram caseiros...", começou a dizer. E as pessoas começaram a responder: "Isso são assuntos do foro interno do partido" ou "discordo totalmente dessa afirmação"". Ninguém disse: "Oiça, isso é ridículo""." in Y (Revista do Público)
Pedro
Um referendo, várias posições
A ideia é boa. A questão é se realmente haverá imparcialidade...
"A Causa Real pediu a colaboração das Reais Associações Portuguesas (que têm uma implantação geográfica) para reunir as 5000 assinaturas necessárias para se formar como mais um Grupo de Cidadãos Eleitores e assim ter direito aos tempos de antena na campanha do referendo sobre o aborto. Mas, ao contrário do que irá fazer a generalidade dos participantes, o movimento monárquico não irá aconselhar o voto no "sim" nem no "não", dedicando-se apenas ao "esclarecimento" sobre o teor das propostas e dos argumentos de cada parte.
A justificação para este modelo é simples: "Há monárquicos a favor do 'sim' e monárquicos a favor do 'não'", explicaria ao DN Ricardo Abranches (...)" in Diário de Notícias
Pedro
"A Causa Real pediu a colaboração das Reais Associações Portuguesas (que têm uma implantação geográfica) para reunir as 5000 assinaturas necessárias para se formar como mais um Grupo de Cidadãos Eleitores e assim ter direito aos tempos de antena na campanha do referendo sobre o aborto. Mas, ao contrário do que irá fazer a generalidade dos participantes, o movimento monárquico não irá aconselhar o voto no "sim" nem no "não", dedicando-se apenas ao "esclarecimento" sobre o teor das propostas e dos argumentos de cada parte.
A justificação para este modelo é simples: "Há monárquicos a favor do 'sim' e monárquicos a favor do 'não'", explicaria ao DN Ricardo Abranches (...)" in Diário de Notícias
Pedro
Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
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