
John Lennon and The Plastic Ono Band, a ouvir. Até para o ano!
Mariana
Um blogue socialista para o debate da política, cultura e sociedade portuguesa e além fronteiras.


que finalmente foram editados numa obra que não sendo definitiva consegue ser extraordinariamente próxima da perfeição. Ou seja, este filme realizado ao longo de catorze anos através de um esforço individual e incansável de Welles e nunca concluído de uma forma definitiva ou satisfatória para o realizador supera muitos filmes de outros realizadores que beneficiaram de um, por vezes decisivo, período de pós-produção.
Dom Quixote por Francisco Reiguera tira total rendimento da sua figura esguia, idosa, expressiva e explora sem preconceito a loucura da figura que declama constantemente o seu amor por Dulcinea e sonha com o dia em que as suas façanhas serão conhecidas. O filme consegue funciona apenas com estes dois talentosos actores. As cenas não perdem ritmo. O humor é bem introduzido. Há uma química perfeita. 
serviço, mas também têm um orçamento que na época seria impossível. Mas o guião é nitidamente insuficiente. E o mais grave é que a falha não está na premissa do original - e, deste modo, não creio que o original consiga ser superado. Os personagens humanos, por exemplo, estão longe de ser significativos. King Kong, a criatura, supera todos os actores - mesmo Adrien Brody, vencedor de um Óscar. Existem marcas de um inesperado, porém eficiente, antropomorfismo nesta criatura. E os efeitos digitais tornam evidente que um actor digital eficiente e credível está cada vez mais próximo - sendo que, em certas cenas, é uma realidade. Destaque adicional para a boa prestação de Jack Black num registo invulgar, longe do cómico, adequado. 



E sobre o concerto de ontem, one word only: awesome.
Só não sobreviveu aos tiros de Mark Chapman frente a sua casa, que acabaram por o fazer falecer (apesar de, no auge da Beatlemania, John ter dito numa conferência que achava que ia morrer "assassinado por um louco"). Para memória, fica o imenso legado de músicas, concertos, entrevistas, fotografias que John deixou, quer como parte integrante dos Beatles, quer a solo. Fica Liverpool imortalizada nas letras escritas pela dulpa Lennon-McCartney (já considerada a mais genial do século XX), com a rua Penny Lane e o barbeiro que trabalha na esquina, o reformatório Strawberry Fields com os portões cor de morango, a campa no cemitério da igreja com o nome famoso de uma pessoa anónima - Eleanor Rigby, o autocarro da Magical Mystery Tour, o Cavern Club onde os Beatles fizeram dezenas de espectáculos que os catapultaram para o sucesso e, agora, um museu que presta tributo à banda mais famosa de sempre do Reino Unido e até, quem sabe, do mundo (porque, ainda segundo John, "os Beatles são mais famosos que Jesus").

"O surpreendente novo álbum de David Fonseca, "Our Hearts Will Beat As One", foi gravado durante o ano de 2005 (...)



