Sábado, Dezembro 31, 2005

Última sugestão de 2005



John Lennon and The Plastic Ono Band, a ouvir. Até para o ano!

Mariana

Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

Descubra as diferenças

Vês, Pedro, há mais gente que reparou no mesmo que eu ;-)

Mariana

Friday anyway


Cheguei.

Mariana

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

Alegre e o PS

Alegre tem no grupo parlamentar socialista, como apoiantes conhecidos, deputados suficientes para boicotar qualquer maioria absoluta de Sócrates. Alegre tem apoio popular - veja-se as sondagens. E Alegre tem espaço político para uma força partidária própria: um partido de esquerda socialista inspirado no Partido Socialista ou no Movimento de Esquerda Socialista, forças políticas extintas por um centrismo de um tal PS. Mais: Alegre é a principal figura do Partido Socialista dentro do PS que, não sendo maioritário, tem um peso político significativo (um ministro, um líder parlamentar, vários deputados eleitos e representação nos orgãos de chefia do partido). Pessoalmente acho que Sócrates nada fará. Seria arriscado.

"A ruptura [do PS com Alegre], frisa o mesmo responsável, só será evitável com “uma única excepção: Alegre ter um grande resultado e ficar à frente de Mário Soares”. Só que, a concretizar-se este cenário, será a própria direcção do PS a ficar em causa: “Isso significaria que os militantes do partido e o eleitorado em geral desautorizavam o PS e o seu secretário-geral (...).” E nessa situação, frisa a mesma fonte, “não sei qual seria a decisão de José Sócrates no dia seguinte”." in Correio da Manhã

Pedro

Sobre a parcialidade dos jornalistas

Isto faz-me lembrar, por exemplo, certos jornalistas da SIC que mostram uma extrema parcialidade na cobertura da campanha de Alegre e de candidatos de esquerda, dando-se até ao luxo de emitirem a sua opinião (negativa, naturalmente) contra Manuel Alegre. Honestamente, gente assim merece que alguém lhe ensine jornalismo por telefone. Eu não sou jornalista profissional e, no entanto, vejo que estes senhores não são fiéis ao seu próprio código de ética. E isso fica ainda mais patente no modo como nenhum jornalista da televisão soube confrontar Cavaco com a afirmação "Já o estou a propor aqui" que, naturalmente, lhe cortava qualquer espaço para a mentira (é um facto, lamento) com que se defendeu.

"Tal como Manuel Alegre, também Mário Soares se queixou ontem da forma como a sua candidatura está a ser tratada pelos media. (...) fazem com que as minhas fotos sejam com o dedo no nariz, ou de costas", e que mostram na televisão "as únicas três cadeiras vazias da sala". "Pequenos truques que a gente sabe que existe", disse Soares, que questionou se a existência de grandes grupos de comunicação social "será pluralismo ou unanimismo disfarçado"." in Diário de Notícias

Pedro

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Replay

Nem Ed Wood se lembraria de algo assim:

"Na entrevista, Cavaco Silva tinha defendido a necessidade de um acompanhamento das empresas estrangeiras em Portugal "com algum pormenor que deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a essa tarefa". Em resposta à pergunta do JN sobre se iria fazer essa proposta ao Governo, foi peremptório "Já o estou a propor aqui".

Todavia, o candidato apoiado pelo PSD e CDS/PP acabou ontem por emendar a mão "Eu não sugeri a criação de um secretário de Estado nem defendi a criação de nenhuma Secretaria de Estado. Apenas contei histórias de sucesso que ocorreram em outros países"."
in Diário de Notícias

Sim, coerente. Não será que o papão não tem, em parte, razão de ser? Cavaco parece estar a fazer a vontade aos seus apoiantes: uma campanha pelo reforço dos poderes presidenciais. Ironicamente, estou seguro que estas mesmas figuras não defenderiam o reforço dos poderes com Alegre ou Soares em Belém ou com Durão Barroso em S. Bento. Política à la minute nunca deu certo.

Pedro

A dica da década

Cá está: como não votámos em Cavaco em 1996 e o penalizámos pelas suas politicas tivemos uma década de instabilidade política nitidamente motivada por Belém. Cavaco é o que é...

«O povo português não fica seguro se Jorge Sampaio for eleito Presidente. Tenho algumas preocupações em colocar o futuro dos meus filhos nas suas mãos».
Aníbal Cavaco Silva ao Expresso em 13-01-1996

Pedro

Terça-feira, Dezembro 27, 2005

Cavaco mostrou ser incoerente

Cavaco é nitidamente incoerente. E perigoso. Porque Cavaco mente. E esta notícia é um facto:

"Em entrevista à edição de hoje do Jornal de Notícias, o candidato a Belém apoiado por PSD e CDS-PP defendeu que «tem de ser feito um acompanhamento com algum pormenor» das empresas estrangeiras em Portugal, sugerindo que este «deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a esta tarefa».
Questionado pelo JN se vai fazer essa proposta ao Governo, Cavaco Silva responde: «Já o estou a propor aqui»."
in Expresso

Ora, face a esta proposta claramente executiva - algo que é um claro incumprimento dos poderes da Constituição -, Cavaco respondeu mentindo:

"O candidato presidencial Cavaco Silva negou hoje ter sugerido a criação de uma Secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal, dizendo que se limitou a «contar histórias de sucesso que ocorrem em outros países»." in Expresso

Parece-me que neste momento os apoiantes do Cavaco só poderão concordar - e, então, admitem que Cavaco governará a partir de Belém - ou discordar. Não há opção face à gravidade do que foi dito.

Pedro

Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

Clara Ferreira Alves sobre Cavaco

Observação interessante:

"Nada me move pessoalmente contra Cavaco, que reputo pessoa decente e incorrupta, o que não é pouco. Mas, de facto, ele não é um político, e de política nada sabe e nem a quer discutir. A política, para ele, é o exercício da autoridade ou o acordo tácito. O resto é pragmatismo empírico, e chavões sobre desenvolvimento, que conhecemos do tempo do cavaquismo, quando o desenvolvimento era o nosso motor de arranque e Cavaco o seu arauto, como primeiro-ministro. O primeiro-ministro do primeiro «tigre asiático» da Europa.", Clara Ferreira Alves

Pedro

"Oh pá, segura-me aqui uns minutos no leme para eu descansar os pulsos!"

"Sócrates pede cooperação para manter o rumo" in Jornal de Notícias

Pedro

Lobos Antunes

António Lobo Antunes. Médico. Escritor. "Especializou-se em psiquiatria por pensar que era parecido com literatura." E não terá razão?

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E, lembro-me, há uma história linda sobre a sua amizade com Cardoso Pires. Quem se lembra também e quer contar?

Pedro

Domingo, Dezembro 25, 2005

Um hiato



Vou para Lisboa uns dias, o blog fica ao encargo do Pedro até ao meu regresso. Despeço-me já até para o ano, com boas entradas para todos!

Mariana

Sábado, Dezembro 24, 2005

Feliz Natal!

A guerra ainda não acabou, mas deixo-vos este excerto duma melodia da época from the one and only, John Lennon.

So this is Xmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Xmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

in Happy Xmas (War Is Over). Mais, aqui.

Mariana

Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Dom Quixote de Orson Welles (1992)

Dom Quixote de Orson Welles é um óptimo filme. E, para mim, seria o filme definitivo sobre Quixote caso Welles tivesse concluído o que pretendia: refilmar certas cenas, introduzir uma nova narração, editar e tornar coeso este filme. O que se vê são fragmentos guardados e que finalmente foram editados numa obra que não sendo definitiva consegue ser extraordinariamente próxima da perfeição. Ou seja, este filme realizado ao longo de catorze anos através de um esforço individual e incansável de Welles e nunca concluído de uma forma definitiva ou satisfatória para o realizador supera muitos filmes de outros realizadores que beneficiaram de um, por vezes decisivo, período de pós-produção.
Welles torna evidente a sua paixão por Espanha ao filmar as célebres procissões religiosas, as touradas, a vida campesina, os prados secos que tanto a caracterizam, as gentes mediterrânicas e simples e a urbanidade florescente da década de 60. Integrar a história de Cervantes nesta época é, surpreendentemente, acertado: o personagem parece ainda mais alucinado, mais perdido, mais distante do seu tempo. O filme não se esgota, porém, nesta original premissa. Explora-a habilmente em várias cenas.
Por outro lado, Akim Tamiroff compõe um Sancho Pança definitivo incutindo-lhe a sabedoria popular, os gestos e humor rude, a ignorância e a alegria da simplicidade; Dom Quixote por Francisco Reiguera tira total rendimento da sua figura esguia, idosa, expressiva e explora sem preconceito a loucura da figura que declama constantemente o seu amor por Dulcinea e sonha com o dia em que as suas façanhas serão conhecidas. O filme consegue funciona apenas com estes dois talentosos actores. As cenas não perdem ritmo. O humor é bem introduzido. Há uma química perfeita.
E, por fim, existem também quadros maravilhosos daquela que é a verdadeira Espanha para lá da falsa identidade de Madrid.
Dom Quixote de Orson Welles é, em suma, a premissa de um filme genial, feito com uma paixão devota e fiel ao espírito de Cervantes. E não vale a pena refazê-lo. Sem os mesmos actores, realizador, época histórica este filme não é o mesmo. Apenas perde pela edição e qualidade de algumas imagens. Tudo o resto é exactamente Welles: genialidade.

Mais informações aqui e aqui.

"Welles mergulha na obra de Cervantes através das personagens de Dom Quixote e Sancho Pança que viajam pela Espanha de 1960, mostrando as suas gentes e os seus costumes, destacando as corridas de touros que tanto apaixonavam Welles, sem deixar de lado tradições populares como as Festas dos Mouros e dos Cristãos, ou as procissões religiosas. As excepcionais interpretações de Reiguera e Tamiroff, tal como a aparição de Welles em algumas cenas, fazem com que este filme seja imprescindível." in Atlanta Filmes

Pedro

Friday anyway



Mariana

Universidade aceita inscrição de 88 alunos

"Nem todos os 159 estudantes da Universidade de Coimbra (UC) que, em Outubro, apresentaram requerimentos a propor a inscrição no actual ano lectivo, ainda que com dívidas de propinas atrasadas, viram os seus pedidos aceites pela instituição. No entanto, o reitor, que ontem apresentou os números ao presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), assegura que foram deferidos todos os requerimentos feitos por «estudantes com aproveitamento escolar mínimo». Nestas circunstâncias estão 88 alunos.
Feitas as contas, isto significa que cerca de meia centena de estudantes, ou quase, estará excluída do sistema, conforme decorre da lei de financiamento do ensino superior: a lei 37/2003, de 22 de Agosto, determina a exclusão de estudantes com propinas de anos anteriores por pagar.Recorde-se o que na abertura solene das aulas na UC o reitor afirmou: que «o efeito de aumento das propinas e da obrigação de as pagar é o de não deixar perpetuar situações de insucesso» e «a antecipação dos mecanismos de prescrição», também previstos na lei." in Diário de Coimbra. Mais, aqui.

Mariana

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

O que diz o Presidente do Irão



Mariana

O que diz Ribeiro e Castro

Bem, e eu acho grave que Ribeiro e Castro ache que Portas é democrata...
Che Guevara trabalhou junto do povo, viajou pela América Latina por lugares onde Ribeiro Castro por pudor nunca entraria ou contactaria, Che Guevara ajudou leprosos durante meses e, por fim, em Cuba, não se tornou ministro de gabinete e trabalhou com o povo na apanha da cana de açucar intensamente. De facto, é um monstro. Só assim seria tolerável para a Direita alguém que fez o que eles, que se dizem rigorosos e trabalhadores, deviam fazer.

"Ribeiro e Castro, considerou ontem "preocupante" que haja jovens que têm como ícone Che Guevara, "um dos grandes assassinos do final do século XX". O líder do CDS defendeu que "é importante que a esquerda se saiba libertar dessas suas referências tremendas de violência, crueldade e intolerância." in Diário de Notícias

Eu começaria por sugerir a Ribeiro e Castro a leitura da notícia anterior. Tal é a moralidade do seu partido.

Pedro

Portas tem segredos que são nossos?

A ser verdade, é nitidamente muito grave. Espero que o actual Governo actue.

"O Ministério Público suspeita que Paulo Portas possa ter microfilmado, antes da mudança de Governo em Março deste ano, os arquivos do Ministério da Defesa, nos quais podem estar documentos confidenciais ou classificados como Segredo de Estado." in Diário de Notícias

Pedro

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

"Eh pá, afinal isto magoa!..."

Extremamente coerente este senhor.

"Saddam Hussein diz que foi torturado pelos norte-americanos" in RTP

Pedro

Festejando esta época

Então, boa Páscoa!



Pedro

A gaffe de Cavaco?

Observação pertinente, muito pertinente no Fantástico, Melga:

"Cavaco poderá ter uma "vida organizada" de pequeno-burguês, mas privilegiar, enquanto alvos do seu discurso, os portugueses e portuguesas que têm a "vida organizada" parece-me revelador da sua estatura social e política e quase insultuoso para os milhares de cidadãos que não têm uma "vida organizada", que sofrem de desemprego ou de precaridade, que vivem de reformas miseráveis. Esta foi para mim a "gaffe" de Cavaco que ele próprio produziu, sem ser arrastado pela cacetada histérica de Soares, porque corresponde à substância da sua candidatura e da sua pessoa.", Miguel in Fantástico, Melga

O que mais me surpreende é que Cavaco não precisa teoricamente de ir buscar votos aos indecisos. Ou precisa (a pensar numa segunda volta)? ;-)

Pedro

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Sondagem

Esta sondagem confirma a situação anterior: Manuel Alegre como segundo posicionado na corrida a Beçém com leve vantagem sobre Soares. Porque é óbvio que em caso algum Alegre perde tão depressa seis pontos face a Soares e os ganha numa única semana.

"Alegre confirma-se como o segundo candidato mais votado, superando Soares, com 16,2% das intenções de voto, a duas semanas do arranque oficial da campanha.
Cavaco mantém a primeira posição, com 57,8% e Mário Soares a terceira, com 14,8%."
in Diário de Notícias

Pedro

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Falar

Concordo. Precisamos de uma Presidência com voz activa. Mais que para o Governo, o Presidente deve falar para os portugueses.

"Pela palavra certa e justa um Presidente da República pode ajudar a mudar a vida", Manuel Alegre

Pedro

"Foi porque ele tinha um ar demasiado fofo..."

Um incêndio de origem desconhecida, ainda que se suspeite de mão criminosa, causou ontem de madrugada a destruição total do urso gigante, a principal atracção do Parque Verde do Mondego.
De acordo com os primeiros indícios recolhidos pelas forças policiais, o ataque ao urso do Parque Verde foi premeditado, tendo os autores usado gasolina e iludido os elementos da segurança presentes no local.
Desta feita não há outra solução senão construir um novo, o que poderá ser uma realidade, a julgar pelas declarações do vereador João Rebelo, que disse ser essa a intenção da autarquia, muito embora ontem ainda não tivesse reunido com a Sociedade Coimbra Polis e os concessionários da segurança e manutenção do parque. in Diário de Coimbra. Mais, aqui.

Mariana

Domingo, Dezembro 18, 2005

Inauguração do presépio


"Foi ontem inaugurado o tradicional presépio mecanizado dos Sapadores Bombeiros de Coimbra, que, durante anos existiu no edifício da Avenida Sá da Bandeira, mas desde o ano passado foi construído na Casa Municipal da Protecção Civil. Para que o momento fosse solene não poderia faltar Carlos Encarnação. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra conversou com algumas das crianças presentes, ainda ajeitou o José que estava um pouco torto." in As Beiras. Mais, aqui.

Mariana

Sábado, Dezembro 17, 2005

Migas usa aparelho

Agora já me lembro porque não vou muitas vezes ao dentista...

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Pedro

Nas palavras de Jorge Sampaio

Nas palavras do actual Presidente da República, Jorge Sampaio:

"O Presidente da República cria o seu próprio espaço de independência, que é o seu quadrado de Aljubarrota, a sua defesa e a sua força", Jorge Sampaio (14/12/2005)

Penso que se pode concluir outra coisa ainda destas palavras. Mais não digo.

Pedro

Para divulgar

A rede aperta e rouba ao mar da vergonha o que não é sargaço...

"Em resposta à decisão da candidatura de Alegre, Rui Oliveira e Costa, da Eurosondagem e igualmente dirigente socialista (é membro da Comissão Nacional do PS), lembrou que "isto é apenas uma sondagem" e que a empresa que representa "não antecipa resultados"." in Público

É um facto: Rui Oliveira e Costa não tem condições para ser independente.

Pedro

E faz ele muito bem

"O candidato presidencial Manuel Alegre anunciou ontem à noite que vai processar a Eurosondagem, depois de a sua candidatura se ter manifestado preocupada com a 'sintonia' entre o responsável desta empresa e o socialista Jorge Coelho." in Público. Mais, aqui.

É incrível como é que alguém (Mário Soares), que em tempos lutou pela democracia e contestou o regime autoritário vigente em Portugal (e os seus métodos de censura e distorção da realidade), tenta agora por meios até ilegais conquistar o poder. Mudam-se os tempos... No entanto, a integridade de Alegre permanece a mesma. Antes de votar, pensem nisso.

Mariana

"Querem ver que este ano não entramos em coma alcoólico?"

"A Queima das Fitas está 'a arder' em cerca de 100 mil euros. Há concessionários que se recusam a pagar, mas a venda de cerveja no parque é o caso mais 'bicudo'." in As Beiras. Mais, aqui.

Mariana

King Kong (2005)

A pergunta essencial: o remake supera o original? Não. Porque é um filme diferente. Ambos têm os seus encantos. King Kong de Peter Jackson tem notoriamente uma melhor direcção de arte e os avanços tecnológicos ao seu serviço, mas também têm um orçamento que na época seria impossível. Mas o guião é nitidamente insuficiente. E o mais grave é que a falha não está na premissa do original - e, deste modo, não creio que o original consiga ser superado. Os personagens humanos, por exemplo, estão longe de ser significativos. King Kong, a criatura, supera todos os actores - mesmo Adrien Brody, vencedor de um Óscar. Existem marcas de um inesperado, porém eficiente, antropomorfismo nesta criatura. E os efeitos digitais tornam evidente que um actor digital eficiente e credível está cada vez mais próximo - sendo que, em certas cenas, é uma realidade. Destaque adicional para a boa prestação de Jack Black num registo invulgar, longe do cómico, adequado.
A melhor cena? O final com a luta de Kong no Empire State Building com o amanhecer. Uma cena com uma das melhores fotografias que já vi no cinema.

Pedro

O que os outros dizem

Fala quem percebe sobre o que fala:

"Confesso que acho censuráveis - e já o escrevi aqui - algumas das acusações de "manipulação" das sondagens que têm emanado da candidatura de Manuel Alegre. Mas quando se fala em "sondagens a publicar nas próximas semanas" como se já se conhecessem os seus resultados, então já não se pode estranhar que Manuel Alegre venha depois falar em "sondagens falsificadas", "jogo sujo" e "manipulação".", Pedro Magalhães in Margens de Erro

Pedro

"Nenhuma manobra de última hora me fará desistir"

E, também para mim, isto faz sentido: "Nenhuma manobra de última hora me fará desistir"
Amanhã estarei a fazer campanha por Alegre. Voluntariado político. Independência. Convicção. Intervenção. Algo mais que a palavra. Algo mais que a crítica. Com a mesma convicção com que já fiz serviços sociais. Porque eu sou da Esquerda que sendo utópica e acreditando na poesia, faz a poesia surgir pela acção, porque a poesia é um poder, é um contra-poder, é democracia.

"O candidato à Presidência da República Manuel Alegre (...) afirmou-se como "o candidato contra a corrupção" e avisou que nenhuma "manobra de última hora, com sondagens falsificadas" o fará desistir." in Público (16/12/2005)

Pedro

Sondagens - a minha posição

Correm rumores graves - a própria televisão os reafirma e Alegre já avisara ontem - que Soares encomendou esta sondagem. Ou seja, esta sondagem não mostra uma vantagem real de Alegre face a Soares. A ser verdade isto é muito grave. E significa que Soares perverteu os princípios democráticos. Face ao que li e ouvi, a haver segunda volta e caso Alegre não passe, Soares não terá o meu voto. Porque, face a tudo isto, pouco melhor será que Cavaco. De Alegre só espero duas coisas: que possa votar nele duas vezes convictamente e que em Fevereiro possa tratá-lo por Presidente. E tudo isso é possível em democracia. Há portugueses suficientes para levar Alegre a Belém, basta quererem.

Pedro

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Manuel Alegre, como poeta

A abrir o seu livro de poemas Praça da Canção (1965), o poeta escreve o seguinte. Leiam-no.

"Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.
E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia doze de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.
Nesse tempo o sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do Mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.
E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte de minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia a dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.
E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:
- Mãe!
e logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.
Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:
- Mãe!
e logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia doze de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficaria essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficaria a ternura? Onde ficaria a minha vida?
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia - como direi? - acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:
- Coragem!
eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça. (Onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).
E era terrível essa manhã sem amanhã, esa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:
- Bom dia!
era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete pasos de comprimentos por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.
Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias de um homem que podia responder:
- Bom dia.
de cabeça erguida, era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia doze a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.
Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?) roendo-nos o estômago, que ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras de um homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solidtária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:
- Bom dia!,
mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.
É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?
Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do país. E se eles viessem de repende, a meio da noite, e eu chamasse:
- Mãe!
a voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?
Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeira, isto é, de certo moso, eu estava no meu posto.
No dia doze, não acordei com o beijo da minha mãe.
Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez - quem sabe? - às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do subscrito violado, a pétala vermelha, de uma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.

DEDICATÓRIA

Darei ao povo o meu poema.
Eu lhe darei a flor e a pedra
cada minuto cada tristeza
uma azagaia contra a dura sorte
a minha raiva acesa em cada noite.
Eu lhe darei a flor e a pedra.
E a minha vida. E a minha morte."


Mariana

Friday anyway



Mariana

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

King Kong (1993/2005)

Por ocasião do remake de Peter Jackson vale a pena relembrar o clássico e original nesta crítica anterior.



Pedro

O rosto

Convictamente: o meu Presidente da República.

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Viva a Democracia! Viva a República!

Pedro

Movimento Já!

O Movimento JÁ! é um um movimento de voluntariado político constituído por jovens independentes que apoiam a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República:
http://www.movimentoja.com/
Divulguem!

Pedro

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Fanatismo à americana, what else?

Alegando que se está a viver uma conspiração contra o Natal, a direita conservadora americana iniciou uma "batalha pelo Natal", onde nem o Presidente Bush foi poupado, por o cartão de Boas Festas oficial da Casa Branca, apesar de incluír um salmo biblíco, não fazer nenhuma referência ao Natal. Os grupos religiosos consideram isso um "sectarismo louco", relançando o debate sobre a laicidade do Estado, num país em que 80% da população é cristã. Aconselho a leitura integral do artigo sobre o assunto que vem no Diário de Notícias de hoje, e de onde destaco os seguintes excertos:

"A polémica é antiga, mas este ano atingiu novas proporções. Mais de 1500 advogados já se ofereceram para processar as autoridades municipais que retirem imagens da natividade dos espectáculos natalícios. E cerca de 8000 escolas públicas estão prontas a denunciar as suas direcções, se estas retirarem os cânticos de Natal das festas de fim de ano."

"A direita religiosa que lançou uma operação de boicote a algumas cadeias de lojas, cujos cartazes não mencionam a palavra 'Natal'. Os pinheiros de Natal são designados 'árvores festivas' e até os tradicionais biscoitos verdes e vermelhos adoptaram cores mais 'politicamente correctas', tornando-se azuis e brancos, denunciam os conservadores."

"A Associação de Famílias Americanas (AFA) apelou aos seus membros para assinarem petições contra as lojas que usam frases como 'feliz Inverno', acusando-os de tirarem ao Natal (Christmas) a referência a Cristo (Christ)."

Perante isto, até estou grata por viver num país onde apenas há crucifixos nas escolas públicas. Mal posso esperar para ver como é que o Michael Moore pega neste assunto.

Mariana

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

O perigo de se votar em branco nestas eleições

É extremamente importante realçar este aviso de Vital Moreira: na primeira volta e, sobretudo, na segunda volta, votar em branco é, na prática, votar Cavaco. Como eu disse, votarei convicto em Alegre. Contudo, caso seja Soares a passar à segunda volta, votarei nele pragmaticamente. Contra Cavaco.

Pedro

Cinema pela manhã

Gosto muito do desenho deste poster. Um fundo branco. As personagens.

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Mas nada tem a ver com o filme.

Pedro

Domingo, Dezembro 11, 2005

Sobre este estranho fenómeno

... chamado D'ZRT* e os inconscientes pais que o suportam:
"É o caso da Ana Sofia. Com seis anos, sabe as letras de cor, ensaia as coreografias e confessa que só sai da frente da televisão quando os “Morangos com Açúcar” acabam. «Primeiro vejo a novela e depois faço os trabalhos de casa», grita, no intervalo de mais uma música, que canta em coro com a irmã, ainda mais pequenita. A mãe, Helena, também está na fila. «Infelizmente» está desempregada e pode acompanhar as filhas na concretização do sonho de ver os D’ZRT ao vivo, mas mesmo que não estivesse «tirava um bocadinho e vinha com elas», garante. «Elas são doentes», declara." in Diário de Coimbra. Mais, aqui.

Mariana

*Espero que a inclusão do nome da banda neste post não direccione para o blog a legião de pré-adolescentes histéricos que vagueia pela internet à procura de fotos da popa do Zé Milho. Se sim, aguardo os comentários revoltados escritos na sua já característica linguagem incompreensível (dica: Naum digax mal dox D'ZRT!!! =( ).

Sábado, Dezembro 10, 2005

Apenas uma ideia


Depois de ver cartazes por todo o lado, ser bombardeada com os anúncios aos toques polifónicos e até ver um peluche (!!!) disto à venda, this is how I feel...

Mariana

Choque II

A notícia veio, felizmente, referida:

"Louçã defendeu a nova lei da nacionalidade. Cavaco afirmou concordar com as alterações, mas advertiu "É preciso ter muito cuidado porque se trata de atribuir a cidadania portuguesa". Pelo perigo dos imigrantes ultrapassem o número de naturais. Louçã ridicularizou, de imediato, a ideia." in Jornal de Notícias

Muito grave, de facto. Cavaco não foi inteligente, mas provavelmente foi sincero.

Pedro

Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Deliciosa melodia

Estou a ouvir com um enorme prazer uma excelente banda sonora de um filme tocante: O Último Imperador. De facto, Bertolucci mostra ser genial quando conta uma história - coisa que, honestamente, não me parece ter acontecido em O Último Tango em Paris. Mas esta referência é para a excelente música que acompanha as imagens do filme!

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Pedro

Um blog a visitar

Faço referência, especialmente para os visitantes da região centro, ao recém criado blog da Candidatura de Manuel Alegre em Coimbra. Um blog a visitar.

Pedro

Choque

Cavaco insinuou que a liberalização, mesmo que moderada, da imigração ilegal poderia originar uma invasão de Portugal por imigrantes ilegais e, a médio prazo, a perda de soberania dos portugueses face a uma maioria de estrangeiros legalizados. Exactamente isto. Cavaco proferiu uma frase que eu apenas esperaria ouvir de um político xenófobo, racista e preconceituoso da extrema direita. Os apoiantes de Cavaco não o podem desmentir.

Pedro

Manuel Alegre em Coimbra

Para os interessados: no dia 15 de Dezembro (próxima quinta-feira), o candidado a Presidente da República Manuel Alegre, vai estar na Sala 17 de Abril, no Departamento de Matemática da FCTUC, para debater com os presentes a situação actual do ensino superior. Apareçam!

Mariana

Friday anyway



Mariana

"Malta, toca a provocar incêndios!"

"Cavaco quer que Portugal seja a Califórnia da Europa" in SIC

Pedro

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Os contornos da natureza


... e a dor em forma de árvore.

Mariana

Inovação

Hoje, ao entrar num autocarro reparo numa televisão colocada perto da saída, que mostrava imagens de passageiros. A princípio pensei que fosse daquelas televisões que ás vezes há nas lojas de electrodomésticos, que mostram as pessoas a passar no centro comercial, mas depois reparei que o que era transmitido era um vídeo promocional dos SMTUC. Esse filme, mostrava às pessoas as regras que devem respeitar ao andar de autocarro, alertava para os erros mais comuns de quem neles viaja e mostrava como corrigi-los. No final, até lançou um enigma sobre um monumento da cidade, os Arcos do Jardim, e dizia que este iria ser solucionado "quando chegarmos à próxima paragem"!
Claro que podem dizer que, com o dinheiro das televisões, podiam poupar para renovar a frota dos autocarros (e é certo que isto não foi visto num dos velhinhos eléctricos) ou fazer melhorias noutras coisas ligadas aos transportes, mas a mim parece-me que foi uma óptima ideia! Especialmente para quem depende diariamente dos transportes públicos e está farto das conversas de autocarro para se distraír.

Mariana

David Fonseca

Quando dormes
E te esqueces
O que vês?
Tu quem és?
Quando eu voltar
O que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar

Adeus,
Não afastes os teus olhos dos meus
Isolar para sempre este tempo
É tudo o que tenho para dar

Quando acordas
Porque quem chamas tu?
Vou esperar
Eu vou ficar
Nos teus braços
Eu vou conseguir fixar
O teu ar
A tua surpresa

Adeus,
Não afastes os teus olhos dos meus
Eu vou agarrar este tempo
E nunca mais largar

Adeus,
Não afastes os teus braços dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou, vou conseguir pará-lo
Vou conseguir pará-lo

Vou conseguir

Adeus,
Não afastes os teus olhos dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou conseguir pará-lo
Eu vou conseguir guardá-lo
Eu vou conseguir ficar

in Our Hearts Will Beat as One

E sobre o concerto de ontem, one word only: awesome.

Mariana

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Noções presidenciais

Gosto da humildade de certos candidatos:

"Não conheço em detalhe a legislação." (Manuel Alegre sobre a reestruturação das Forças Armadas)

Um Presidente da República não tem que ser especialista em nenhuma área. Deve, isso sim, ter capacidade para compreender os vários sectores da sociedade e temas da actualidade e estudar as informações que receba. Alegre é seguramente capaz. Tal como Cavaco. Note-se que existem assessores para apoiar o Presidente da República e recolher informações. Pede-se, portanto, que o Presidente da República os estude e seja capaz de produzir uma opinião própria. E a meu ver, ir para Belém com ideias feitas - um programa de governo? pacotes legislativos úteis para Portugal? - pode até ser um erro...

Pedro

Sobre o debate

Tristemente, perde-se a tradição do frente-a-frente:

"Como toda a gente terá notado, não houve debate, mas uma entrevista em conjunto, ou seja, um lado-a-lado, e não um frente-a-frente.", Rui Ramos in Público

Foi um debate pobre e morno. Houve respostas clarificadoras, mas não foram abundantes as comparações ou os importantes momentos que estabeleçam as diferenças entre os candidatos. Notou-se, porém, a frontalidade de Alegre quando falou sobre o procurador-geral da República - "Não gostei dom tom por vezes ambíguo do procurador-geral da República" - e a incoerência de Cavaco que diz que não será presidencialista e, no entanto, ameaça denunciar a recusa do Governo em aprovar certa legislação que este considere importante. Pode-se concluir que Alegre é um candidato que consegue ter um discurso abrangente e claro mantendo-se sincero. Alegre não venceu o debate, mas mostrou que poderá passar à segunda volta.

Pedro

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Alegre e Cavaco

Hoje à noite.

"Por sorteio, cabe a Cavaco Silva e Manuel Alegre a honra e a responsabilidade de abrirem as hostilidades, hoje, a partir das 20h45 e ao longo de uma hora, na SIC, sob moderação de Rodrigo Guedes de Carvalho e Ricardo Costa." in Correio da Manhã

Pedro

Domingo, Dezembro 04, 2005

John Lennon

A Inglaterra e o mundo comemoram esta semana os 25 anos sobre a morte de John Lennon, que ocorreu no dia 8 de Dezembro de 1980. Como fã dos Beatles, não podia deixar passar este evento em branco.
John, na última entrevista que deu, horas antes de ser assassinado, disse "Quero falar ao grupo dos anos 60, que sobreviveu à guerra, às drogas, à política, à violência nas ruas, a todo o rodopio... Nós sobrevivemos e estamos aqui." De facto, Lennon sobreviveu a isso tudo, bem como ao fim dos Beatles, ao início de uma carreira a solo e à controversa relação que teve com a artista Yoko Ono. Só não sobreviveu aos tiros de Mark Chapman frente a sua casa, que acabaram por o fazer falecer (apesar de, no auge da Beatlemania, John ter dito numa conferência que achava que ia morrer "assassinado por um louco"). Para memória, fica o imenso legado de músicas, concertos, entrevistas, fotografias que John deixou, quer como parte integrante dos Beatles, quer a solo. Fica Liverpool imortalizada nas letras escritas pela dulpa Lennon-McCartney (já considerada a mais genial do século XX), com a rua Penny Lane e o barbeiro que trabalha na esquina, o reformatório Strawberry Fields com os portões cor de morango, a campa no cemitério da igreja com o nome famoso de uma pessoa anónima - Eleanor Rigby, o autocarro da Magical Mystery Tour, o Cavern Club onde os Beatles fizeram dezenas de espectáculos que os catapultaram para o sucesso e, agora, um museu que presta tributo à banda mais famosa de sempre do Reino Unido e até, quem sabe, do mundo (porque, ainda segundo John, "os Beatles são mais famosos que Jesus").
Mas John Lennon não foi só os Beatles. Munido de toda a complexidade da sua personalidade, procurava espelhar o que era reflectir "nós todos" e essa procura tinha que ser feita em movimento e não poderia ficar parada na banda. Assim, passou a última década da sua vida a fazer tudo o que lhe faltava para completar a sua personagem: activista político dedicado (as míticas conferências de impresa na cama ao lado de Yoko a pedirem "give peace a chance"), vagabundo e bêbado num "fim de semana perdido" que durou muitos 18 meses longe da família, pai extremoso com Sean como nunca tinha sido com Julian - filho do primeiro casamento com Cynthia, dono de casa e de novo songwriter com mais versos icónicos.
Com mais ou menos sentido de humor, mais ou menos psicadelismo, mais ou menos raiva e a crueldade de quem sabe que o mundo é cruel, mais ou menos sonho e esperança, o objectivo de Lennon, enquanto artista, de ser o reflexo de todos nós, continua a ser cumprido de cada vez que se ouve uma das suas canções. Pelas palavras do próprio, "I'm John and I play the guitar. Sometimes I play the fool". A day in the life (of John Lennon). Dito.

Mariana

Domingo no mundo



*Miles Davis playin'... turururu!

Mariana

Sá Carneiro, deputado da Ala Liberal.

A meu ver, Sá Carneiro merece ser homenageado pelo seu esforço democrático de luta contra o Estado Novo na chamada Ala Liberal. Como primeiro-ministro nada provou. Foi, pois, mais uma sombra do sebastianismo. Logo, honremos o que há a honrar.

Pedro

Os que também faltaram ao Orçamento

O PS não diz a verdade toda. Faz-lhe jeito...

"António Vitorino, José Lamego e Luís Braga da Cruz também faltaram, à semelhança de Manuel Alegre, à votação final do Orçamento do Estado para 2006." in Expresso

Pedro

Sá Carneiro morreu há 25 anos



Mariana

P.S. - Se na altura, Sá Carneiro chegou a admitir ser ele próprio o candidato presidencial, mas o facto de se encontrar separado da sua mulher legítima, vivendo em união de facto com Snu Abecasis (que com ele morreu no acidente de Camarate) foi considerado pelo primeiro-ministro um factor inibidor da sua própria candidatura, hoje, na situação actual, o facto de Cavaco Silva estar casado com Maria Cavaco é que pode funcionar como factor inibidor...

Tentando acabar com o bullying

"O Governo britânico decidiu, na última semana, criar uma lei que permite multar os pais dos alunos com comportamentos indisciplinares. A mesma preocupação estende-se a outros países europeus, como a Espanha, onde um inquérito revelou que 24% dos jovens questionados sobre a indisciplina na escola são vítimas de maldades diversas por parte dos colegas durante todo o ano escolar e têm medo de ir para a escola. Em Portugal, apenas se conhecem números referentes a actos violentos. Contudo, especialistas em educação afirmam que a intimidação continua esquecida entre nós e é de longe muito mais preocupante e séria do que os fenómenos de indisciplina ou violência escolar." in Jornal de Notícias

Mariana

Sábado, Dezembro 03, 2005

David Fonseca em Coimbra

Sugestão da semana? Muito provavelmente.

"O surpreendente novo álbum de David Fonseca, "Our Hearts Will Beat As One", foi gravado durante o ano de 2005 (...)
Este concerto marca não só a edição de "Our Hearts Will Beat As One", como lança o novo espectáculo, que conta com uma apresentação cénica única e bastante cuidada. (...)"


Terça-Feira, 6 de Dezembro, pelas 21h30 no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV)

Pedro

Lobo Antunes ou Como escrever livremente

Lembro-me de Lobo Antunes dizer que escrevia horas e horas esperando o momento de cansaço em que, por fim, escrevia solto de si mesmo e conseguia escrever bem. Gostei desta resposta numa entrevista ao Le Monde.

Bien souvent, vos livres semblent fonctionner selon un rythme musical.
On apprend beaucoup à écrire, à phraser, en écoutant du jazz Charlie Parker, Miles Davis...


Pedro

Manifesto Anti-Dantas integral

Leiam. Faz bem.

BASTA PUM BASTA
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo do zero!
Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Uma geração com um Dantas a Cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas à proa é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio cigano!
O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!
O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesa!
O Dantas é um habilidoso!
O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas especula e inocula os concubinos!
O Dantas é Dantas!
O Dantas é Júlio!
Morra o Dantas, morra! Pim!
O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou A Inês de Castro, ou a Leonor Teles ou o Mestre D'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!
E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!
O Dantas é um ciganão!
Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem murais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas, e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser judas! Basta ser Dantas!
Morra o Dantas, morra! Pim!
O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... mas é preciso deitar dinheiro!
O Dantas é um soneto dele-próprio!
O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!
Morra o Dantas, morra! Pim!
O Dantas é o escárnio da consciência!
Se o Dantas é português eu quero ser espanhol.
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O
Dantas é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Dantas!
E ainda há quem duvide de que o Dantas não vale nada, e não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!
Vocês não sabem quem é soror Mariana do Dantas? Eu vou lhes contar:
A princípio por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de Soror Mariana Alcoforado a pseudo autora daquelas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram pra português, quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o Bispo de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do Sol!
A Mariana vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Chamilly que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado pouco depois o Bispo de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.
A Mariana e o Chamilly estão sozinhos em cena, e às escuras dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto. Depois o ChamiIly, completamente satisfeito, despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda os turistas têm ocasião de observar as grades arrombadas da janela do quinto andar do convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.
A Mariana que é histérica começa o chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira soror Inês.
...Vêm descendo pla dita estreitíssima escada (sic), várias Marianas todas iguais e de candeias acesas, menos uma que usa óculos e bengala e anda (sic) toda curvada prá frente o que quer dizer que é abadessa. E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela vos tão fresca e maviosa da tia Felicidade da vizinha do lado. E reparando nós dois vultos interroga espapaçadamente com cadência, austeridade e imensa falta de corda. Quem está aí? E de candeias apagadas?
- Foi o vento dizem as pobres inocentes varadas de terror... e a abadessa que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada prá frente manda tocar a sineta que é dó d'alma a ouvi-la assim tão debilitada. Vão todas pró coro, mas eis que, de repente, batem no portão e sem se anunciar nem limpar-se da poeira, sobe a escada e entra plo salão um bispo de Beja que quando era novo fez brejeirices com a menina do chocolate.
Agora completamente emendado revela à abadessa que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda ha pouco vira um de cavalos a saltar pla janela. A abadessa diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pla falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo pra descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e mulheres. Depois de sérios embaraços do Bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma um pedaço d'interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado em Bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um policia d'investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de um minuto o que o público já está farto de saber - que Mariana dormiu com o Noel.
O pior é que a Mariana foi à serra com as indiscrições do Bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando pra tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do Bispo no que se mostrou de um atrevimento de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas.
Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr ate às grades da janela a gritar desalmadamente plo seu Noel. Grita assobia e repudia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano também cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Dantas.
A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana - aldantascufurado que tinha chiliques e exageros sexuais.
Continue o senhor Dantas a escrever assim que há-de ganhar muito com o alcufurado e há-de ver que ainda apanha uma estatua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do "SÉCULO" a favor dos feridos da guerra, e a praça de Camões mudada em praça do Dr. Júlio Dantas, e com festas da Cidade plos aniversários, e sabonetes em conta "Júlio Dantas" e pastas Dantas prós dentes, e graxa Dantas prás botas e niveína Dantas, e comprimidos Dantas, e autoclismos Dantas e Dantas, Dantas, Dantas, Dantas... E limonadas Dantas - Magnésia.
E fique sabendo o Dantas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é o Dantas que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.
E fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.
Mas julgais que nisto se resume a literatura portuguesa? Não!
Mil vezes não!
Temos, além disto o Chianca que já fez rimas prá Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos castelhanos pra ser a derrota do Chianca.
E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avozinha! E as infelicidades de Ramada Curto! E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só pra homem do ilustríssimo excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o Frei Matta Nunes Moxo! E a Inês Sifilítica do Faustino! E as imbecilidades do Sousa Costa! E mais pedantices do Dantas! E Alberto Sousa, O Dantas do desenho! E os jornalistas do SÉCULO e da CAPITAL e do NOTÍCIAS e do PAÍS e do DIA e da NAÇÃO e da REPÚBLICA e da LUCTA e de todos, todos os jornais! E os actores de todos os teatros! E todos os pintores das Belas-Artes! E todos os artistas de Portugal que eu não gosto e os da ÁGUIA do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez do Oldemiro César e o Dr. José de Figueredo amante do museu a AH OH os Sousa Pinto HU Hi e os burros de Cacilhas e os menus do Alfredo Guisado! E (o) raquítico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da LUCTA a quem o Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Arte(s)! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeidas, os Camacho, os Cunha, os Carneiros, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mantua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas e todos os Dantas que houver por aí!!!!!!!!!
E as convicções urgentes do Homem Cristo Pai e as convicções catitas do Homem Cristo Filho!...
E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja Arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o mundo!
O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!
Morra o Dantas, morra! Pim!


Pedro

Manifesto Anti-Dantas

Ouvir o Manifesto Anti-Dantas de Almada Negreiros declamado por Mário Viegas é delicioso! E depois ouvimos João Villaret a citar Pessoa e percebemo-nos o marasmo que foi o Estado Novo...

"o Dantas cheira mal da boca!"
(...)
"se o Dantas é português, eu quero ser espanhol!"


Pedro

"A Belgique é uma grande terra!"

O nosso maior emigrante. Nota-se que se integra perfeitamente no papel.

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Foto: Expresso

Pedro

Sobre aquela terra que já foi quadrada

Sim, como falsos pagãos.

Rumemos para aquele sítio
Onde a terra já foi quadrada
E o xisto impera ainda.
Ali não há amendoeiras em flor,
Há pedras, montanhas, estradas delgadas…


Pedro

Sexta-feira, Dezembro 02, 2005

Friday anyway



Pensava que gelar, pernas vacilarem e chover a potes eram figuras literárias. Até esta semana.

Mariana

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Sugestões cinéfilas

O filme A Marcha dos Pinguins (La Marche de L'Empereur) já aqui alvo de uma crítica, está em exibição no cinema Avenida, em Coimbra, todos os dias às 22h. Recomendo vivamente a quem puder ver.



Pedro

Os apoios de Alegre e os outros

Manuel Alegre soma apoios importantes:

"Nuno Delgado, vice-campeão olímpico de judo, manifestou hoje o seu apoio à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. O atleta, que esta tarde falou com Manuel Alegre, aceitou integrar a sua Comissão de Honra.
Também o Capitão de Abril, Coronel Duarte Nuno Pinto Soares, se encontra entre os mais recentes apoiantes da candidatura de Manuel Alegre, fazendo igualmente parte da sua Comissão de Honra."
in manuelalegre.com

Uma nota para os que desconhecem este facto: Manuel Alegre, enquanto Vice-Presidente da Assembleia da República, não pode suspender o seu mandato como um deputado pode; a saída de Manuel Alegre seria, pois, permanente. E mais não digo. O resto é claríssimo.

Pedro

O melhor anúncio dos últimos tempos

Não tenho por hábito ver anúncios: quando há publicidade, nos poucos momentos em que ligo a televisão, costumo mudar de canal. Não que pense que a publicidade de qualidade não existe, mas sim porque acho que é rara e não me apetece ver anúncios com donas de casa a serem sujas com nódoas dos mais variados produtos e a olharem depois espantadas para a marca do detergente que lhes lavou tão bem a roupa. Há uns tempos, o Pedro chamou-me a atenção para o magnífico anúncio ao carro Volkswagen Passat, que vinha acompanhado de uma música do filme 'In The Mood For Love'. Esse sim, valia a pena. Mas há umas semanas descobri outro que a vale também. Trata-se de um anúncio da Sony aos seus novos écrans LCD, no qual milhares de bolas saltitantes e coloridas descem uma rua de S. Francisco, acompanhadas por outra música excelente. Aqui fica a glimpse of it:


Mariana

Em fim de mandato


... o Presidente da República observa uma escultura, durante a inauguração da exposição de arte contemporânea 'Pluralidade na Lusofonia', ontem à tarde, em Évora.

Mariana