Milhares de mortos, milhares de feridos, milhões desalojados. É este o Natal no Mundo. Perante ele, as alegrias são vergonha, as tristezas são sombras leves num dia carregado de nuvens. Que podemos fazer perante a frieza dos números? Ver o chocante das imagens? Chorar? Rezar? Constatar que estamos vivos e nem o sabemos agradecer?
Pedro
Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
Domingo, Dezembro 26, 2004
Brooklyn is burning and by its side we're dancing
Como se já não bastassem os programas "Especial de Fim de Ano" gravados há dois meses, as previsões da Maya e o habitual trocadilho de José Rodrigues dos Santos no Telejornal com "Boas entradas e saídas... Ups, só entradas... He he!", o ciclo televisivo de Ano Novo completa-se com o famigerado Concerto de Ano Novo. Ora, quem é que se sente a entrar no novo ano com o pé direito, ao assistir à Orquestra Filarmónica de Viena invariavelmente dirigida por um maestro de cabelo seboso e com tiques no olho esquerdo? E não estou a falar do tipo da Praça da Alegria. Mas, apesar das críticas, sei bem que podia ser muito pior. Podiam estar com as caras pintadas a tocar êxitos dos Kiss.Também há sempre as notícias de quantos jovens entraram em coma alcóolico, quantas velhinhas foram assaltadas ou quantos desastres de automóvel ocorreram. Mas voltemos aos comas alcoólicos: já repararam que o número de jovens internados aumenta proporcionalmente ao tamanho do decote que a Fátima Lopes use na gala de passagem de ano da SIC? Dá que pensar.
Mariana
Mariana
Quinta-feira, Dezembro 23, 2004
Sócrates
Conhecem-me os que me lêem que sou convictamente de esquerda. Conhecem-me os que me lêem que, porém, não temo elogiar o bom trabalho da direita ou defende-la naquilo que tem que ser defendido por todos. Conhecem-me os que me lêem que não me revejo no projecto político de Sócrates, uma “fera política” cujos propósitos e qualidades desconheço. Desagradam-me profundamente os seus discursos de retórica pura que não mostram uma clara e correcta estratégia de desenvolvimento e de justiça social sustentável. São, no fundo, discursos que insinuam já a proximidade de uma alternância, ao invés de uma alternativa.
As reformas estruturais ficarão novamente esquecidas, o rigor orçamental não será possível com o que Sócrates promete, a economia de bens e serviços esmagará a vital economia de indústria pesada e face à ausência do referido projecto político estaremos a perder, uma vez mais, uma oportunidade rara de mudar.
Como disse Joaquim Letria: não se trata de escolher entre o bom e o melhor, senão entre o mau e o péssimo.
Pedro
As reformas estruturais ficarão novamente esquecidas, o rigor orçamental não será possível com o que Sócrates promete, a economia de bens e serviços esmagará a vital economia de indústria pesada e face à ausência do referido projecto político estaremos a perder, uma vez mais, uma oportunidade rara de mudar.
Como disse Joaquim Letria: não se trata de escolher entre o bom e o melhor, senão entre o mau e o péssimo.
Pedro
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
Cinha Jardim apoia Paulo Portas
Segundo a revista TV 7 dias, Cinha Jardim iniciou "a campanha pelo PP do Paulinho (Portas), com um jantar". Não querendo ver o amigo 'misturado' com Santana Lopes, com quem já teve uma relação, a "tia" dá todo o crédito ao seu amigo. "Sou contra coligações, o PP deve concorrer sozinho", diz. Cinha afirma-se como "democrata-cristã, quer esteja por cima ou por baixo".
Na última gala da Quinta das Celebridades, da qual foi participante, Cinha elogiou Paulo Portas, disse que "os melhores ministros deste Governo foram os do PP", referindo os casos de Bagão Félix e Nobre Guedes, e foi assobiada em directo pelo público presente na sala.
in Público 19/12
Mariana
Na última gala da Quinta das Celebridades, da qual foi participante, Cinha elogiou Paulo Portas, disse que "os melhores ministros deste Governo foram os do PP", referindo os casos de Bagão Félix e Nobre Guedes, e foi assobiada em directo pelo público presente na sala.
in Público 19/12
Mariana
Domingo, Dezembro 19, 2004
Palavras
Palavras que se repetem e se perdem sem, de facto, serem repetidas:
Estranho miúdo amarelo
Estranho miúdo amarelo,
Estranho é o teu sorriso amarelo,
Estranho é o teu cantar sem canção,
Estranho é o que fazem do teu mundo.
Trabalhas a terra com as mãos magoadas,
Trabalhas a pedra com o seco martelar,
Trabalhas sem teres descanso ou sono sonhado,
Trabalhas, infeliz, sem aquilo alcançar…
Encontras o velho sem vida, quase morto,
Encontras o trabalhador sem emprego,
Encontras o pensador sem pensamento,
Encontras neste mundo injustiça e dor!
Lembras-te das coisas que esqueceste,
Lembras-te da revolta que então viveste,
Lembras-te que te negam o pão que ganhaste,
Lembras, por fim, que nem o podes lembrar...
Que estranho mundo esqueces enquanto trabalhas,
Que estranhos dizeres de revolta não queres seguir,
Que queres no teu inútil e anónimo respirar?
Que sentes, afinal, quando sorris aquele teu sorriso amarelo?
Pedro
Estranho miúdo amarelo
Estranho miúdo amarelo,
Estranho é o teu sorriso amarelo,
Estranho é o teu cantar sem canção,
Estranho é o que fazem do teu mundo.
Trabalhas a terra com as mãos magoadas,
Trabalhas a pedra com o seco martelar,
Trabalhas sem teres descanso ou sono sonhado,
Trabalhas, infeliz, sem aquilo alcançar…
Encontras o velho sem vida, quase morto,
Encontras o trabalhador sem emprego,
Encontras o pensador sem pensamento,
Encontras neste mundo injustiça e dor!
Lembras-te das coisas que esqueceste,
Lembras-te da revolta que então viveste,
Lembras-te que te negam o pão que ganhaste,
Lembras, por fim, que nem o podes lembrar...
Que estranho mundo esqueces enquanto trabalhas,
Que estranhos dizeres de revolta não queres seguir,
Que queres no teu inútil e anónimo respirar?
Que sentes, afinal, quando sorris aquele teu sorriso amarelo?
Pedro
Democratas
A todos os que dizem que o Bloco de Esquerda são aqueles que são sempre do contra:
"Fernando Rosas, dirigente do BE, afirmou que o partido irá recusar votar a favor de qualquer moção de rejeição, apresentada pelo PSD, CDS-PP ou PCP, ao programa do Governo, se o PS vencer as eleições legislativas antecipadas. “Não permitiremos o regresso da direita ao poder sem darmos primeiro uma oportunidade para o PS governar."
Houvesse na democracia portuguesa esta consciência em mais forças políticas...
Pedro
"Fernando Rosas, dirigente do BE, afirmou que o partido irá recusar votar a favor de qualquer moção de rejeição, apresentada pelo PSD, CDS-PP ou PCP, ao programa do Governo, se o PS vencer as eleições legislativas antecipadas. “Não permitiremos o regresso da direita ao poder sem darmos primeiro uma oportunidade para o PS governar."
Houvesse na democracia portuguesa esta consciência em mais forças políticas...
Pedro
Afinal não vai dar o Sozinho em Casa...
É o Natal das promoções e das duendes decotadas a mascar chiclet nos shoppings desde o princípio de Novembro, com os habituais pais natal que entretêm as criancinhas.
Já repararam que os grandes centros comerciais têm autênticos pais natal gordinhos e bonacheirões com ar de quem veio directamente da Escandinávia para alegrar os clientes do centro, sentados ao pé duma grande e viçosa árvore de Natal? Pelo contrário, se forem a um centro comercial rasco encontram de certeza um "pai natal" com o fato vermelho-decadente já cheio de borbotos, que é provavelmente desempregado/arrumador de carros/pai natal em part time, com uma almofada a fazer de barriga e que só está ali porque a câmara obrigava o shopping a contratar uma pessoa do centro de recuperação de toxicodependentes do bairro. A programação televisiva continua imaginativa as usual. Há sempre o Especial Bravo Bravíssimo onde Portugal está continuamente representado por um puto fadista. O eterno Natal dos Hospitais faz-nos pensar se afinal a eutanásia é legal enquanto ouvimos a Mónica Sintra e o Toy interpretar os seus últimos êxitos. A opção é ouvir os cânticos de Natal (que recaem invariavelmente em pop stars que precisam de revitalizar a carreira a fazerem covers dos clássicos 'Holy Night' e, numa versão mais sentida, Madonna a interpretar 'Do they know it's Christmas?'). Por fim, os filhotes de papás burgueses carregados de presentes aprendem valores bonitos, como por exemplo 'caridade': ouvimos ao longe "Salvador, querido, vai dar esta moedinha de 50 cêntimos ao senhor sem pernas".
Mariana
Já repararam que os grandes centros comerciais têm autênticos pais natal gordinhos e bonacheirões com ar de quem veio directamente da Escandinávia para alegrar os clientes do centro, sentados ao pé duma grande e viçosa árvore de Natal? Pelo contrário, se forem a um centro comercial rasco encontram de certeza um "pai natal" com o fato vermelho-decadente já cheio de borbotos, que é provavelmente desempregado/arrumador de carros/pai natal em part time, com uma almofada a fazer de barriga e que só está ali porque a câmara obrigava o shopping a contratar uma pessoa do centro de recuperação de toxicodependentes do bairro. A programação televisiva continua imaginativa as usual. Há sempre o Especial Bravo Bravíssimo onde Portugal está continuamente representado por um puto fadista. O eterno Natal dos Hospitais faz-nos pensar se afinal a eutanásia é legal enquanto ouvimos a Mónica Sintra e o Toy interpretar os seus últimos êxitos. A opção é ouvir os cânticos de Natal (que recaem invariavelmente em pop stars que precisam de revitalizar a carreira a fazerem covers dos clássicos 'Holy Night' e, numa versão mais sentida, Madonna a interpretar 'Do they know it's Christmas?'). Por fim, os filhotes de papás burgueses carregados de presentes aprendem valores bonitos, como por exemplo 'caridade': ouvimos ao longe "Salvador, querido, vai dar esta moedinha de 50 cêntimos ao senhor sem pernas".
Mariana
Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
Interessante mapa
O jornal Diário Económico traz, na sua edição de hoje, esta interessante infografia sobre as coligações governamentais na Europa. Como se vê na Europa moderna e estável não é um facto raro. Atrevo-me a dizer, é absolutamente necessário para uma política continuada. Obviamente será positivo se o PS alcançar uma maioria absoluta sozinho e com isso possa tentar fazer o que o PSD fez com a sua; porém, não é dramática uma coligação com a esquerda. A mim, parece-me que mais ridículo que falar em esquerda e direita é falar em eleitorado de centro. O eleitorado de centro não existe politicamente, existe apenas um grupo social que insatisfeito aposta na mudança.
Talvez os portugueses devessem deixar de colocar no Governo as esperanças para o seu futuro e apostar mais em, sozinhos, defender e reforçar a economia nacional. Com ela, tudo o resto virá.
Pedro
Talvez os portugueses devessem deixar de colocar no Governo as esperanças para o seu futuro e apostar mais em, sozinhos, defender e reforçar a economia nacional. Com ela, tudo o resto virá.
Pedro
Quinta-feira, Dezembro 16, 2004
Disto e daquilo mas principalmente daquilo
"Eu faço parte dos portugueses que ouviu o Presidente da República, que esperou que ele falasse e não consegui perceber porque é que ele dissolveu a Assembleia" disse Paulo Portas em entrevista à RTP.
Bem... eu faço parte dos portugueses que ouviu o Paulo Portas, que esperou que ele falasse e não conseguiu perceber o que ele quis dizer com isto:
"Se meio do caminho interrompem o caminho exactamente no momento em que possa ser mais favorável a uma das partes e mais desfavorável a outra, isso é para quê?"
Se eu quisesse, enlouquecia.
Mariana
Bem... eu faço parte dos portugueses que ouviu o Paulo Portas, que esperou que ele falasse e não conseguiu perceber o que ele quis dizer com isto:
"Se meio do caminho interrompem o caminho exactamente no momento em que possa ser mais favorável a uma das partes e mais desfavorável a outra, isso é para quê?"
Se eu quisesse, enlouquecia.
Mariana
Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
Europa
Sobre a ida para Presidente da Comissão Europeia do português José Manuel Barros, escreve o Diário Económico na sua edição de hoje:
"Depois de muitos anos com um grande défice de representação em Bruxelas, o “enorme esforço” de organização da REPER - representação permanente junto da UE - e o empurrão dado pela nomeação de Durão Barroso colocaram Portugal na vanguarda dos países com mais peso no topo da Comissão Europeia. (...) Hoje esse número passou para vinte, um número só superado pelos grandes da UE (...)"
Mais influência? Não, por agora. Mas, se forem competentes a seu tempo tudo o resto virá...
Pedro
"Depois de muitos anos com um grande défice de representação em Bruxelas, o “enorme esforço” de organização da REPER - representação permanente junto da UE - e o empurrão dado pela nomeação de Durão Barroso colocaram Portugal na vanguarda dos países com mais peso no topo da Comissão Europeia. (...) Hoje esse número passou para vinte, um número só superado pelos grandes da UE (...)"
Mais influência? Não, por agora. Mas, se forem competentes a seu tempo tudo o resto virá...
Pedro
Terça-feira, Dezembro 14, 2004
O Discurso
Santana Lopes e Paulos Portas, por fim, acertaram como vão concorreram nas eleições. E claro está, uma coligação governamental, sólida, democrática e abrangente só tem um destino posssível: PSD e CDS concorrem sozinhos
Afinal, se o projecto que estes têm para oferecer enquanto Governo é um projecto abrangente e coeso só podia haver mesmo esta hipótese, concorrerem separados, no fundo, seria assumir que não eram capazes de vencer juntos. Mas, no fundo, não há nada que me agrade mais que ver Santana Lopes e Paulo Portas a cumprirem o prometido e, assumindo-se como os Estadistas que são, respeitarem o Presidente da República: "Contra a injustiça que foi feita, os portugueses vão fazer justiça”
Em suma, um discuso coerente e cheio de esperança!
Pedro
Afinal, se o projecto que estes têm para oferecer enquanto Governo é um projecto abrangente e coeso só podia haver mesmo esta hipótese, concorrerem separados, no fundo, seria assumir que não eram capazes de vencer juntos. Mas, no fundo, não há nada que me agrade mais que ver Santana Lopes e Paulo Portas a cumprirem o prometido e, assumindo-se como os Estadistas que são, respeitarem o Presidente da República: "Contra a injustiça que foi feita, os portugueses vão fazer justiça”
Em suma, um discuso coerente e cheio de esperança!
Pedro
Esquerda
A esquerda é assim, demarca-se pela diferença no debate. Mais: a esquerda não teme lutar pelas palavras, antes, sabe que nelas a sua vitória estará apenas mais segura. A esquerda usa os argumentos que são de todos, a direita usa os argumentos que são de poucos.
Pedro
Pedro
Domingo, Dezembro 12, 2004
Santana faz campanha inspirada em Calimero
A frase de Calimero "Qui fanno sempre cosi perché loro sono grandi e io sono piccolo e nero. È un'ingiustizia..." vai servir de lema à campanha de Santana Lopes e do PSD para as eleições legislativas de Fevereiro e já está a ser impressa em outdoors, aventais, isqueiros e truces.
Santana investe, deste modo, num novo patamar de vitimização, identificando-se com uma ave urbano-depressiva com uma casca de ovo na cabeça que enternece o coração mais empedernido. "Sono piccolo, piccolo" e "ingiustizia" vão ser as palavras de ordem nos comícios.
in Inimigo Público
Mariana
Santana investe, deste modo, num novo patamar de vitimização, identificando-se com uma ave urbano-depressiva com uma casca de ovo na cabeça que enternece o coração mais empedernido. "Sono piccolo, piccolo" e "ingiustizia" vão ser as palavras de ordem nos comícios.
in Inimigo Público
Mariana
Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
Sábado, Dezembro 04, 2004
Uma maneira de ensinar coisas erradas ás criancinhas
é, por exemplo, deixarem-nas ver o filme "Barbie - a Princesa e a Aldeã".
Depois de esgotadas todas as maneiras de arranjar 'amigos' à boneca Barbie (lembram-se de Sheryl, a amiga negra, Ken, o marido bonitão - versão loira e morena - e a filha Stacy, que ainda proporcionou a criação da 'Barbie grávida') os creativos da Mattel viram-se obrigados a apostar num filme. Deviam era ter sido mais exigentes com o argumento. Qual é a criança de 6 anos que acredita que a endinheirada Princesa Barbie se ia misturar com o povo e fazer uma amiga aldeã?! Com essa idade, a pequenada já levou com doses industriais dos telejornais da TVI! Já estão fartos de saber que o mundo não é um conto de fadas (e que existem animais que metem medo como aranhas, cobras, chupa-cabras e tractores). Por isso, já sabem que as aldeãs não são assim
As aldeãs não têm um belo cabelo lustroso - usam o cabelo enrolado no cimo da cabeça. Não vestem bonitos vestidos coloridos - usam roupa preta. Além disso... têm buço. Seria muito mais viável apostarem no retrato duma verdadeira aldeã, assim tipo esta
Assim as crianças punham logo de parte a viabilidade de um futuro com mistura entre classes. Ou isto, ou podem ouvir os discursos do Paulo Portas.
Humm....
Mariana
Depois de esgotadas todas as maneiras de arranjar 'amigos' à boneca Barbie (lembram-se de Sheryl, a amiga negra, Ken, o marido bonitão - versão loira e morena - e a filha Stacy, que ainda proporcionou a criação da 'Barbie grávida') os creativos da Mattel viram-se obrigados a apostar num filme. Deviam era ter sido mais exigentes com o argumento. Qual é a criança de 6 anos que acredita que a endinheirada Princesa Barbie se ia misturar com o povo e fazer uma amiga aldeã?! Com essa idade, a pequenada já levou com doses industriais dos telejornais da TVI! Já estão fartos de saber que o mundo não é um conto de fadas (e que existem animais que metem medo como aranhas, cobras, chupa-cabras e tractores). Por isso, já sabem que as aldeãs não são assim
As aldeãs não têm um belo cabelo lustroso - usam o cabelo enrolado no cimo da cabeça. Não vestem bonitos vestidos coloridos - usam roupa preta. Além disso... têm buço. Seria muito mais viável apostarem no retrato duma verdadeira aldeã, assim tipo esta
Assim as crianças punham logo de parte a viabilidade de um futuro com mistura entre classes. Ou isto, ou podem ouvir os discursos do Paulo Portas.
Humm....
Mariana
Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
Um hiato
O primeiro-ministro recebeu hoje o líder do CDS-PP, Paulo Portas, na residência oficial em São Bento, num encontro que durou menos de uma hora, revelou uma fonte do gabinete de Santana Lopes.
No entanto, o gabinete do primeiro-ministro desvalorizou o encontro, que começou por volta das 15h00, dizendo que este "não foi o primeiro contacto" entre Santana Lopes e Paulo Portas desde que o Presidente da República iniciou o processo de dissolução do Parlamento.
(Já ontem se tinham telefonado para comentar a prestação da amiga comum Cinha Jardim, no programa Quinta das Celebridades).
"Não foi uma reunião de emergência", garantiu a mesma fonte, dizendo tratar-se de "contactos normais" entre dois membros do mesmo Governo.
(Sim... com certeza que é já normal aos feriados reunirem-se durante uma hora para tomar chá e jogar uma partidinha de sueca, enquanto trocam chalaças sobre o estado do país).
Mariana
No entanto, o gabinete do primeiro-ministro desvalorizou o encontro, que começou por volta das 15h00, dizendo que este "não foi o primeiro contacto" entre Santana Lopes e Paulo Portas desde que o Presidente da República iniciou o processo de dissolução do Parlamento.
(Já ontem se tinham telefonado para comentar a prestação da amiga comum Cinha Jardim, no programa Quinta das Celebridades).
"Não foi uma reunião de emergência", garantiu a mesma fonte, dizendo tratar-se de "contactos normais" entre dois membros do mesmo Governo.
(Sim... com certeza que é já normal aos feriados reunirem-se durante uma hora para tomar chá e jogar uma partidinha de sueca, enquanto trocam chalaças sobre o estado do país).
Mariana
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